A aculturação é um objeto legítimo da Antropologia Entrevista com Peter Gow
Bibliographic Data
| ID | 2298353 |
|---|---|
| Authors | Marta Amoroso (Universidade de São Paulo), Leandro Mahaken De Lima (0000-0001-8347-4444, Universidade de São Paulo) |
| Year | 2012 |
| Volume | 54 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2012-08-16 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Antropologia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0034-7701 • E-ISSN: 1678-9857 |
| Publisher | Universidade de Sao Paulo, Agencia USP de Gestao da Informacao Academica (AGUIA) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/2179-0892.ra.2011.38611 |
| OpenAlex | W1807425162 |
| Language | PT |
| Citations received | 4 |
| References cited | 2 |
Esta entrevista foi realizada em São Paulo, em dezembro de 2009, por Marta Amoroso e Leandro Mahalem de Lima, na ocasião em que o antropólogo ministrava palestras na USP, a convite do PPGAS. Peter Gow é professor do Departamento de Antropologia Social da Universidade de St Andrews, Escócia, onde desenvolve pesquisas sobre mito, história, parentesco e estética na Amazônia. Em seu doutorado sobre os Piro do baixo rio Urubamba, orientado por Joanna Overing, que resultou na tese publicada em 1991 sob o título Of Mixed Blood: kinship and history in Peruvian Amazonian, Peter Gow praticava pela primeira vez a fórmula que o consagrou no campo do americanismo tropical: ali 'subordinava história à cultura e a historiografia à etnografia' (Viveiros de Castro, 1993). Nesta entrevista, retoma o tema da aculturação, central nos seus primeiros trabalhos, e a trajetória que o conceito delineia na teoria antropológica. Critica a apropriação culturalista norte-americana e da antropologia brasileira do tema da aculturação - usado nestes contextos para sinalizar processos de mudança e descaracterização cultural. Aludindo à tradição da etnologia alemã, traz de volta o conceito formulado exatamente para servir às descrições das sociedades e culturas ameríndias e de suas redes de troca. Sobre a metodologia para tratar das sociedades amazônicas em suas diferentes circunstâncias de contato, a ênfase recai na adoção de um padrão etnográfico clássico, que dispõe a experiência social e cultural dos povos da Amazônia em um diálogo pautado pela etnologia. Nas palestras na USP, Peter Gow mostrou-se particularmente interessado em compreender a lógica dos nexos regionais que ligam povos de língua piro do Ucayali-Urubamba, Manu, Piedras, Purus e Juruá, que por sua vez estão conectados a um complexo sistema de troca de longa distância e de grande profundidade temporal, que se liga à vasta área do sudoeste da Amazônia e dos Andes peruanos do norte e do sul. Volta-se, assim, para as condições de construção das fronteiras culturais e linguísticas, o que chamou de 'soleiras'. Lembra, por fim, as lições de sua orientadora e, antes dela, as do 'finado mestre, o eterno' Claude Lévi- Strauss, ao se propor a analisar o que as pessoas dizem - como tão bem faz a antropologia cultural, sem, entretanto, deixar de lado as relações entre aqueles que estão falando e os que estão ouvindo, como faz o antropólogo social
Art · Ethnography · Humanities · Kinship · Sociology · Anthropology · Indigenous Cultures and History · Indigenous Health and Education · Indigenous Studies in Latin America · Philosophy
| Unique citing works | 4 |
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| Citations per year | 0,31 |
| Citation span | 2013 - 2025 (13) |
| Citation velocity | recent |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 4 |