As Ciências Sociais e Humanas em Saúde diante dos desafios contemporâneos
Ciência, colonialidade, branquitude e arenas epistêmicas
Bibliographic Data
| ID | 24213569 |
|---|---|
| Authors | Tatiana Engel Gerhardt (0000-0001-8707-6347, Universidade Federal do Rio Grande do Sul) |
| Year | 2026 |
| Volume | 35 |
| Issue | 3 |
| Publication date | 2026-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Saúde e Sociedade (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-1290 • E-ISSN: 1984-0470 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0104-12902026260072pt |
| OpenAlex | W7220440271 |
| Language | PT |
| References cited | 11 |
Este ensaio aborda os desafios contemporâneos das Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CSHS), analisando como contextos marcados por crises sociais, sanitárias, ambientais, políticas e epistêmicas, pela intensificação da produção científica e pela emergência da inteligência artificial (IA) tensionam identidades disciplinares, regimes de visibilidade, legitimidade e autoridade do conhecimento e processos formativos. Sustenta que as CSHS oferecem instrumentos para compreender e desnaturalizar estruturas e produzir conhecimentos situados, ética e politicamente implicados. Em diálogo com debates sobre ciências, colonialidade do saber, branquitude e epistemicídio, argumenta que a ciência moderna instituiu hierarquias epistêmicas persistentes. À luz das críticas à colonialidade do saber, ao racismo científico e à branquitude, as assimetrias epistêmicas não são desvios ocasionais, mas dimensões estruturantes da ciência. O diálogo com a noção de arenas epistêmicas e de ontopolítica permite compreender que os objetos da saúde são produzidos nas práticas e implicam eticamente pesquisadores e docentes na produção dos mundos que investigam e ensinam. Examina a automatização do pensamento e a ampliação das desigualdades epistêmicas. Articulando perspectivas decoloniais, epistemologias situadas e o sentipensar latino-americano, aponta que uma Saúde Coletiva plural exige deslocar privilégios, tensionar a branquitude e fortalecer processos formativos comprometidos com a justiça cognitiva e a equidade social.
artificial intelligence in science · cognitive justice · coloniality of knowledge · decolonial epistemology · epistemic hierarchies · epistemicide · health sciences education · ontopolitics · scientific racism · situated epistemology · social equity · whiteness · Decolonial Thought and Epistemologies · Feminist Epistemology and Gender Studies · Historical and modern epidemiology studies
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