A rebeldia do cinema de mulheres no Brasil
Os desafios de Maria do Rosário Nascimento e Silva, em anos de ditadura civil-militar
Bibliographic Data
| ID | 2489680 |
|---|---|
| Authors | Alcilene Cavalcante (0000-0002-4263-4090, Universidade Federal de Goiás, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Issue | 60 |
| Publication date | 2020-01-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Cadernos Pagu (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-8333 • E-ISSN: 1809-4449 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/18094449202000600001 |
| OpenAlex | W3118851883 |
| SCIELO_PID | S0104-83332020000300201 |
| Language | PT |
| References cited | 7 |
No artigo aborda-se o longa-metragem, de ficção, 'Marcados para viver', da cineasta brasileira Maria do Rosário Nascimento e Silva (1949-2010), lançado em 1976. Este filme inova, entre outros aspectos, ao ser protagonizado por uma personagem cujas identidades, sexual e de gênero, não se fixam na lógica binária masculino/feminino. Parte-se da perspectiva de Alison Butler sobre o que considera o cinema de mulheres como 'cinema menor' e, em que a condição de marginal, de periférico ou de minoritário lhe engendra a potência criativa de inventar outros espaços, outras consciências e sensibilidades. Complementa-se, em outra chave, com os apontamentos de Patrícia White sobre o 'cinema menor lesbiano'. A denominação 'cinema de mulheres', muito utilizada nos anos 1970, inclusive no Brasil, para se referir a filmes realizados por mulheres, constitui, na teoria feminista, designação eminentemente política para demarcar o campo e determinados sujeitos, não configurando qualquer defesa essencialista da categoria 'mulheres'. Neste artigo, analisa-se o primeiro filme ficcional brasileiro, realizado por uma mulher, a levar para as telas uma personagem lésbica, destacando sua recepção na imprensa brasileira e na censura à época do lançamento
Art · Art history · Humanities · Movie theater · Brazilian cultural history and politics · Gender, Sexuality, and Education · Youth, Politics, and Society
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |