Dados Bibliográficos

AUTOR(ES) Lauro José Cardoso
AFILIAÇÃO(ÕES) Bacharel em Humanidades (2017) pela Unilab (Universidade Internacional daIntegração Afro-Brasileira). Licenciado em História (2020) pela mesma instituição.Mestre em Arqueologia e Patrimônio Cultural (2021) pela UFRB (Universidade Federaldo Recôncav
ANO 2025
TIPO Artigo
PERIÓDICO Anuário Antropológico
ISSN 0102-4302
E-ISSN 2357-738X
EDITORA Publisher 15303
DOI 10.4000/148u0
ADICIONADO EM Não informado

Resumo

Com base em trabalho de campo etnográfico realizado em roças de São Tomé e Príncipe(África),este artigo aborda o processo de nacionalização dessas áreas e seus efeitos na sua composição territorial atual e nos moradores das roças. O trabalho se debruça sobre dois processos históricos que ocorreram nas ilhas de São Tomé e Príncipe: a nacionalização das roças, em 1975, e a reforma agrária de 1991, ambos sob a mediação do Estado são-tomense. Com o fim da colonização portuguesa e a independência do país, as roças passaram a pertencer ao Estado são-tomense, que posteriormente distribuiu as terras a título de uso para plantio— mas não para posse — aos antigos trabalhadores para contratados ou serviçais. Importa destacar que a categoria roça,nesse arquipélago, assumiu historicamente uma conotação similar à de um grande latifúndio, um engenho, uma empresa agrícola, uma fazenda ou uma economia de plantation. Atualmente, porém,aproxima-se da ideia de comunidades e territórios situados no interior e nas regiões costeiras das duas ilhas.

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