Conexões afroindígenas no jarê da Chapada Diamantina
Bibliographic Data
| ID | 2690780 |
|---|---|
| Authors | Gabriel Banaggia (0000-0001-5555-894X, corresponding author) |
| Year | 2017 |
| Volume | 9 |
| Issue | 2 |
| Pages | 123-133 |
| Publication date | 2017-12-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | BOOK |
| Venue | Revista de Antropologia da UFSCar (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2175-4705 • E-ISSN: 2175-4705 |
| Publisher | FAI-UFSCar (PUBLISHER) |
| DOI | 10.52426/rau.v9i2.206 |
| OpenAlex | W3151157688 |
| Language | PT |
| Citations received | 2 |
| References cited | 2 |
O jarê, religião de matriz africana exclusiva da Chapada Diamantina (BA), apresenta um desenvolvimento paralelo aos candomblés litorâneos, embora sejam aparentados. Criado por senhoras africanas, conhecidas como nagôs, que chegaram à região por vontade própria ou foram escravizadas, o jarê estabeleceu uma prática religiosa primeva em compromisso com potências ligadas aos indígenas, considerados os donos legítimos da terra, apesar de não mais habitarem a região. Diferentemente de outras tradições similares, as forças indígenas no jarê se manifestaram com maior intensidade, transformando a religião e levando todas as entidades cultuadas a serem consideradas caboclas. A luta espiritual dos caboclos do jarê contemporâneo visa a retomada de territórios existenciais e físicos, cumprindo o compromisso ancestral do retorno das populações indígenas às suas terras de direito
| Unique citing works | 2 |
|---|---|
| Citations per year | 1 |
| Citation span | 2024 - 2025 (2) |
| Citation velocity | recent |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 2 |