A linha do horizonte
Uma metáfora mal-resolvida dos africanos no filme Chocolat de Claire Denis
Bibliographic Data
| ID | 2728419 |
|---|---|
| Authors | Olubunmi O Ashaolu (Adekunle Ajasin University, corresponding author) |
| Year | 2018 |
| Issue | 58 |
| Publication date | 2018-09-05 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Afro-Ásia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0002-0591 • E-ISSN: 1981-1411 |
| Publisher | Universidade Federal da Bahia (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.9771/aa.v0i58.22119 |
| OpenAlex | W2890687170, W4249159787 |
| Language | EN |
| References cited | 1 |
No filme Chocolat, de Claire Denis (1989), os colonizadores fazem alusão constante a uma linha do horizonte aparentemente banal; um discurso que corrobora as complexidades do poder paralelo e a singularidade cultural entre os africanos e os colonizadores/ocidentais. Este trabalho argumenta que a inter-relação colonial de europeus e africanos se incorpora na alusão do filme à linha do horizonte, uma metáfora, com o seu fim visível mas restritivo, inacessível e inexistente. Por um lado, a linha do horizonte significa um lamento da apreciação interna de autocondenação do colonizador - uma característica raramente percebida no discurso do colonizador. Por outro, a linha do horizonte simboliza a pouca profundidade dos colonizadores, o que sugere suas limitações e sua incompetência na tentativa de sustentar o poder colonial. Pela sua insensibilidade e seu desinteresse em procurar conhecer os africanos como seres com quem se podia contar, os colonizadores/ocidentais acabaram não descobrindo, nem dominando completamente, os africanos. A nossa tese é a de que a linha do horizonte motiva uma inadequação que representa a inadequação e a incapacidade dos ocidentais para compreender a personalidade dos africanos.Palavras-chave: colonizador/ocidental - poder - conhecimento - ilusão - africanos
Art · Humanities · Physics · African history and culture studies · Philosophy
| Highly cited | No |
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