Doenças respiratórias e o hiato de gênero na expectativa de vida
Evidências dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos, Brasil
Bibliographic Data
| ID | 3018748 |
|---|---|
| Authors | Hisrael Passarelli-Araújo (0000-0003-3534-8392, Universidade Federal de Minas Gerais, corresponding author), Larissa Gonçalves Souza (0000-0003-3536-3912, Universidade Federal de Alfenas), Pamila Cristina Lima Siviero (0000-0003-2042-812X, Universidade Federal de São Paulo), Joseane De Souza (0000-0001-6127-8215, State University of Norte Fluminense), Marco Aurélio Ferreira (0009-0004-5394-0386, Universidade de São Paulo) |
| Year | 2025 |
| Volume | 42 |
| Publication date | 2025-09-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Brasileira de Estudos de População (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0102-3098 • E-ISSN: 1980-5519 |
| Publisher | Associacao Brasileira de Estudos Populacionais (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.20947/s0102-3098a0305 |
| OpenAlex | W4413873909 |
| Language | PT |
As doenças respiratórias figuram entre as principais causas de mortalidade no Brasil, com impacto significativo na expectativa de vida da população. No entanto, ainda são escassos os estudos que analisam seus efeitos específicos sobre o hiato de gênero na mortalidade, especialmente em contextos marcados por desigualdades socioeconômicas, como os municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos/RJ. Este artigo propõe-se a preencher essa lacuna ao estimar o impacto da mortalidade por doenças do aparelho respiratório na expectativa de vida ao nascer entre 2000 e 2019. Utilizando dados do IBGE e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, foram geradas tábuas de múltiplos decrementos para simular reduções de 25%, 50%, 75% e 100% nos óbitos por essas doenças. Os resultados indicam que os ganhos potenciais na expectativa de vida variam entre 0,5 e 3,2 anos para as mulheres e entre 0,4 e 2,3 anos para os homens. O estudo analisa e discute esses resultados sob a ótica da estrutura das causas de morte, dos diferenciais de mortalidade por sexo e da transição epidemiológica. Em particular, discute-se como a eliminação de determinadas causas pode, contraintuitivamente, ampliar o hiato de gênero na longevidade. Ao trazer essa reflexão, o estudo destaca a importância de interpretar simulações de expectativa de vida à luz da estrutura residual das causas de morte e a competição entre elas, evitando conclusões precipitadas sobre intervenções em saúde
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |