A crise internacional desafia o modelo brasileiro de abertura e liberalização
Bibliographic Data
| ID | 3060280 |
|---|---|
| Authors | Carlos Eduardo Carvalho (0000-0002-7157-0743, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2009 |
| Volume | 23 |
| Issue | 66 |
| Pages | 111-123 |
| Publication date | 2009-01-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Estudos Avançados (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0103-4014 • E-ISSN: 1806-9592 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0103-40142009000200010 |
| OpenAlex | W2123025871 |
| SCIELO_PID | S0103-40142009000200010 |
| Language | PT |
É surpreendente a resistência da economia brasileira à crise internacional nos primeiros meses de 2009. A queda da produção e dos investimentos foi intensa, mas não houve crise cambial, nem crise fiscal ou abalos no sistema financeiro. O governo conseguiu adotar medidas anticíclicas, com corte de impostos e redução dos juros, favorecido pela arrecadação fiscal elevada e pelo fortalecimento dos bancos, depois de anos de juros elevados, além de dispor dos bancos públicos e dos fundos públicos, instrumentos poderosos herdados do passado. No lado externo, a entrada de capitais é estimulada pela ampla liquidez gerada pelas políticas de expansão monetária dos Estados Unidos, enquanto as exportações refletem a sustentação da demanda chinesa, com forte aumento da participação de produtos primários e redução das vendas de produtos industrializados. A capacidade de reagir à crise é um grande teste para o modelo brasileiro de abertura e liberalização, da mesma forma que as dificuldades para sustentar as exportações de industrializados e para a recuperação dos investimentos e da atividade produtiva são também desafios consideráveis
Art · Humanities · Political science · Economic Theory and Policy
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |