Re-assentamento, saúde e insegurança em Itaparica
Um Modelo De Vulnerabilidade Em Projetos De Desenvolvimento
Bibliographic Data
| ID | 3065304 |
|---|---|
| Authors | Parry Scott (0000-0003-2274-9859, Universidade Federal de Pernambuco, corresponding author) |
| Year | 2006 |
| Volume | 15 |
| Issue | 3 |
| Pages | 74-89 |
| Publication date | 2006-12-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Saúde e Sociedade (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-1290 • E-ISSN: 1984-0470 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0104-12902006000300007 |
| OpenAlex | W2148582473 |
| SCIELO_PID | S0104-12902006000300007 |
| Language | PT |
| Citations received | 4 |
| References cited | 4 |
Da perspectiva de um Estado ambíguo, gerador de insegurança, elaborou-se, a partir de exemplos concretos do caso do re-assentamento rural de Itaparica, um quadro que pudesse facilitar a compreensão de processos de adoecimento, sofrimento e administração de saúde, como fases de grandes projetos de desenvolvimento. Nesses processos, o Estado é o mais presente de todos os atores, e a partir das intensificações e retrações da sua presença, uma série de fatores de geração de insegurança se torna muito mais transparente. No caso em pauta, no sub-médio Rio São Francisco, entre Bahia e Pernambuco, o ofício agrícola dos reassentados foi o eixo organizador. Caracterizaram-se quadros de geração de insegurança estrutural, relacionada à omissão do Estado perante os pobres; insegurança administrada, relacionada à intervenção e super-inclusão no projeto de desenvolvimento; e insegurança coletiva local, relacionada à formação cotidiana local das relações de poder. Foi possível acompanhar as quatro fases: preparação e divulgação, implantação, desenvolvimento, e emancipação com dados etnográficos sobre as relações entre os agricultores reassentados, o Pólo Sindical, a executora governamental (CHESF) e outros agentes, dos anos 1970 até hoje. As modificações na vulnerabilidade da população se associam às transformações nas articulações entre os diferentes quadros de inseguranças gerados pelo processo. Argumentou-se, com base nas vulnerabilidades mencionadas e no realinhamento das relações de poder, que a terceira fase, de desenvolvimento, de fato caracterizava-se como de retração, e que a presença do Estado marcava profundas e indeléveis transformações, que impossibilitavam pensar em as fases subseqüentes de emancipação
Humanities · Political science · Agriculture, Land Use, Rural Development · Philosophy · Rural Development and Agriculture · Urban Development and Societal Issues
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| Unique citing works | 4 |
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| Citations per year | 0,36 |
| Citation span | 2015 - 2025 (11) |
| Citation velocity | recent |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 4 |