Despesa pública e ordem simbólica
PEC 241 e as representações oficiais
Bibliographic Data
| ID | 3067953 |
|---|---|
| Authors | Bruno Moretti (0000-0002-6517-0970) |
| Year | 2018 |
| Volume | 15 |
| Issue | 30 |
| Pages | 119 |
| Publication date | 2018-09-12 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | REPOCS - Revista Pós Ciências Sociais (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1983-4527 • E-ISSN: 2236-9473 |
| Publisher | Universidade Federal do Maranhao (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.18764/2236-9473.v14n27p119-144 |
| OpenAlex | W2904096529 |
| Language | PT |
Este artigo aborda a retórica oficial e seus argumentos para a aprovação da Emenda à Constituição (PEC 241/2016), que impõe limite para o crescimento dos gastos públicos por vinte anos, correspondente à inflação do período anterior. Procura-se mostrar que os problemas públicos são construídospor meio de operações linguísticas que transformam dados em representações sociais, elaborando definições coletivas que autorizam escolhas políticas. Essas definições postulam legitimidade com base na autoridade burocrática e científica da economia ortodoxa. No caso da PEC 241, seus defensores procuram legitimá-la mediante a articulação discursiva entre gasto e crise. Será visto que a eficácia simbólica de uma linguagem do domínio público (no qual se definem os problemas sociais e suas soluções, em correspondência com uma ordemsimbólica) requer que se reconheça que o agente oficial tem a autoridade de falar e agir em nome do coletivo. Consequentemente, a luta pelo controle dos instrumentos de ação socialmente homologados está associada à capacidade de nomear o que é o interesse público
Humanities · Political science · Economic Theory and Policy · Philosophy
| Highly cited | No |
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