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Eu sei que a maternidade é um direito, mas vamos pensar na criança

Agentes De Estado Nas Encruzilhadas Das Redes De Proteção Frente Às Experiências De Maternidades De Mulheres Em Situação De Rua

Bibliographic Data

ID3072163
AuthorsG C Santos (0000-0002-0673-7869, Fundação Oswaldo Cruz), Tatiana Wargas Baptista (0000-0002-3445-2027, Fundação Oswaldo Cruz), Patrícia Constantino (0000-0001-5835-0466, Fundação Oswaldo Cruz)
Year2025
Volume34
Issue1
Publication date2025-01-01
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueSaúde e Sociedade (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0104-1290 • E-ISSN: 1984-0470
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0104-12902025240755pt
OpenAlexW4410899286
SciELOS0104-12902025000100405
LanguagePT
References cited6

As maternidades em situação de rua desafiam práticas profissionais e institucionais, apontando hiatos entre o que as redes de proteção ofertam e as necessidades dessas mulheres. Inspirados nas ideias de "travessias", de Guimarães Rosa, e "encruzilhadas", de Simas e Rufino, analisamos os sentidos da proteção operados por Agentes de Estado. As travessias foram realizadas entre os anos de 2019 e 2024 tendo como cenário o Fórum de Maternidades, Uso de Drogas e Convivência Familiar e uma equipe de Consultório na Rua, ambos no município do Rio de Janeiro. Foram entrevistadas nove agentes de Estado, com inserção nos sistemas de saúde, assistência social e justiça. Nas travessias reconhecemos três encruzilhadas: "o Estado meio anjo, meio monstro", o "falso dilema do mais vulnerável" e "a perversidade dos 'atos do bem'". Essas encruzilhadas remetem a argumentos paradoxais e em disputa institucional entre direitos da criança e das mulheres/mães, com tensões entre o reconhecimento da maternidade como direito e a criança como vulnerável. Os marcos jurídico-legais definem destinos, secundarizando o debate e o enfrentamento das condições sociais que marcam essas vidas. Dada a tradição escravagista brasileira, construir políticas reparadoras para essas mulheres e filhos/filhas demanda outra configuração de Estado, capaz de enfrentar as desigualdades estruturais

Humanities · Homelessness and Social Issues · Philosophy · Urban and sociocultural dynamics · Youth, Drugs, and Violence

  • O consumo de crack por mulheres

    Open Access•G C Santos, Patrícia Constantino et al.•Ciência & Saúde Coletiva•2020

  • Separação compulsória de mães e seus filhos

    Open Access•Alcindo Antônio Ferla, Alzira De Oliveira Jorge et al.•Saúde em Redes•2018

  • A Lei do Ventre Livre e a administração do tempo histórico no Império do Brasil

    Open Access•Bruno Miranda•Anais do Museu Paulista História…•2023

  • Consultório na Rua

    Open Access•Janaína Alves Da Silveira Hallais, Nelson Filice De Barros•Cadernos de Saude Publica•2015

  • De quem é esse bebê

    Open Access•G C Santos, Tatiana Wargas Baptista et al.•Cadernos de Saude Publica•2021

Highly citedNo

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