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Ser pesquisadora, ser testemunha

Dilemas E Potencialidades Do Fazer Etnográfico Em Contextos De Violência E Criminalização

Dados Bibliográficos

ID3072916
AutoresAda Rízia Barbosa De Carvalho (0000-0002-5677-6700, Universidade de São Paulo), Isabela Vianna Pinho (0000-0002-3567-297X, Universidade Federal de São Carlos), Marcelli Cipriani (0000-0003-1562-0395, Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Juliana Torres Y Plá Trevas (0009-0005-6183-9453, Universidade Federal de Pernambuco), A B Santos (0000-0002-5455-1647, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP))
Ano2025
Data de publicação2025-04-01
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoAntropolítica - Revista Contemporânea de Antropologia (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 2179-7331 • E-ISSN: 2179-7331
EditoraPro Reitoria de Pesquisa, Pos Graduacao e Inovacao - UFF (PUBLISHER)
DOI10.22409/antropolitica2025.v57.i1.a64185
OpenAlexW4409048873
IdiomaEN

Neste artigo, tecemos um diálogo entre cinco etnógrafas que realizam pesquisas em contextos de violência, precariedade, criminalização e encarceramento. Partimos do pressuposto de que essas características não só tensionam as experiências e os cotidianos daquelas/es com quem interagimos, mas impactam e informam nossos campos e práticas de pesquisa, adquirindo uma dimensão produtiva. Com base na descrição de quatro cenas e de um relato de entrevista - marcadas por lugares, interlocutores e condições distintas -, expomos suas articulações por meio de três vetores analíticos, separados entre si como recursos heurísticos: a pesquisa como o testemunho, a reflexividade sobre o fazer etnográfico e a corporalidade das pesquisadoras. Conduzidas por esses eixos temáticos, realizamos um debate propositivo sobre dilemas e potencialidades epistemológicos, metodológicos e políticos de etnografar em contextos de violência e criminalização. Considerá-los na dimensão produtiva significa entender como o que nos é testemunhado se relaciona a nossas posições em campo e ao modo como nos comunicamos e nos fazemos entender em relação às expectativas e pressupostos que se relacionam a essas posições. O artigo demonstra como ser pesquisadora e testemunha da violência pode trazer dimensões produtivas tanto no âmbito da pesquisa científica quanto nos engajamentos e lutas cotidianas com interlocutores/as que vivenciam e reagem às situações de violência

Art · Memory, Trauma, and Testimony

Velocidade de citaçãohistorical
Altamente citadoNão
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