A hanseníase no laboratório
Bibliographic Data
| ID | 3073799 |
|---|---|
| Authors | Euzenir Nunes Sarno (0000-0003-0129-2159, Fundação Oswaldo Cruz, corresponding author) |
| Year | 2003 |
| Volume | 10 |
| Issue | suppl 1 |
| Pages | 277-290 |
| Publication date | 2003-01-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | História Ciências Saúde-Manguinhos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-5970 • E-ISSN: 1678-4758 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0104-59702003000400013 |
| PMID | 14650417 |
| OpenAlex | W1989063318 |
| SCIELO_PID | S0104-59702003000400013 |
| Language | PT |
| Citations received | 3 |
Médica, doutora em patologia, Euzenir Sarno é estudiosa da imunopatologia da hanseníase, infecção crônica das mais antigas que constitui uma doença exclusivamente humana. Integrante de um dos ambulatórios de referência sobre a doença no Brasil, no qual são diagnosticados de 220 a 250 pacientes novos/ano, ressalta que uma das conseqüências da impossibilidade de se cultivar o Mycobacterium leprae é a permanência das mesmas questões seculares a respeito da transmissão e a suscetibilidade à doença. Há, também, muitas interrogações no terreno epidemiológico que permanecem sem resposta. Estima-se que entre as pessoas que mantêm contato com pacientes multibacilares, 90% são infectados mas apenas 8% mais ou menos ficam doentes. O índice elevado de infecção de quem convive com doentes multibacilares, sem que a doença se manifeste, indica que apenas um pequeno número de indivíduos não tem resistência ao Mycobacterium leprae. Essa é uma das questões que a imunologia não consegue responder: por que algumas pessoas têm resistência e outras não. A proporção é menor se o contato ocorrer com pacientes paucibacilares, uma forma de manifestação com poucos bacilos. A hanseníase é conhecida como uma doença dermatológica, mas a especialista destaca que a primeira lesão é anestésica: o nervo é atingido. Além dos nervos sensitivos da pele, há danos que determinam lesões motoras e deformidades irreversíveis, que levam à amputação de extremidades. O Mycobacterium leprae foi uma das primeiras bactérias patogênicas que tiveram o genoma completamente seqüenciado, em 2000. Agora é que se está começando a ter realmente condições para obter testes mais precisos. A doença não é hereditária e apenas em 1986 os serviços de saúde no Brasil passaram a se organizar para combatê-la, pois durante os vinte anos de ditadura militar o sistema foi desmantelado. Em 1991, o tratamento de um ano que inclui três drogas - Dapsona, Rifanpicina e Clofazimina - foi introduzido em nosso país. Apenas 30% dos casos são negativados. Segundo a entrevistada, enquanto a tuberculose é doença altamente bacilar e virulenta, o bacilo da lepra não é virulento, é ''preguiçoso''; é um germe que está no fim de seu processo evolutivo; 1/3 de seu genoma não funciona
Bacilli · Bacteria · Biology · Disease · Intensive care medicine · Leprosy · Mycobacterium leprae · Pathology · Transmission (telecommunications) · Dermatology · Epidemiology · Genetics · Health, Nursing, Elderly Care · Immunology · Leprosy Research and Treatment · Medicine
| Unique citing works | 3 |
|---|---|
| Citations per year | 0,19 |
| Citation span | 2010 - 2017 (8) |
| Citation velocity | historical |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 2 |