Uma situação sem precedentes? Temporalidades e políticas da "pior crise da saúde pública" no Rio de Janeiro
Bibliographic Data
| ID | 3074485 |
|---|---|
| Authors | Lucas De Magalhaes Freire (0000-0002-9629-6840, Fundação Getulio Vargas, corresponding author) |
| Year | 2022 |
| Publication date | 2022-08-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Antropolítica - Revista Contemporânea de Antropologia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2179-7331 • E-ISSN: 2179-7331 |
| Publisher | Pro Reitoria de Pesquisa, Pos Graduacao e Inovacao - UFF (PUBLISHER) |
| DOI | 10.22409/antropolitica2022.i2.a49099 |
| OpenAlex | W4295693141 |
| Language | PT |
No final de 2015, os médicos da rede estadual de saúde do Rio de Janeiro entraram em "estado de greve", e o então governador, Luiz Fernando Pezão, decretou "estado de emergência", dando início ao que inúmeros atores envolvidos na discussão classificam como "a pior crise de saúde pública" vivenciada no estado. A partir do mapeamento de notícias de jornal, entrevistas públicas, comunicados, informes oficiais etc., pretendo discutir de que maneira se produziu certa definição hegemônica da crise e como a declaração de uma "crise na saúde pública" é uma operação política-administrativa que serve a determinados propósitos. Ao olhar com um certo distanciamento para o passado, o presente e o futuro, construo um argumento que localiza a crise não apenas enquanto um projeto específico de "desmonte do SUS", mas também como um elemento que caracteriza um modo de governo histórico no Brasil
Art · Humanities · Political science · Health, Nursing, Elderly Care
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |