Alegoria e símbolo em torno do Fausto de Goethe
Bibliographic Data
| ID | 3075968 |
|---|---|
| Authors | Marcus Vinicius Mazzari (0000-0002-8335-954X, Universidade de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2015 |
| Volume | 29 |
| Issue | 84 |
| Pages | 277-304 |
| Publication date | 2015-08-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Estudos Avançados (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0103-4014 • E-ISSN: 1806-9592 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0103-40142015000200018 |
| OpenAlex | W2147277686 |
| SciELO | S0103-40142015000200277 |
| Language | PT |
Este ensaio enfoca o Fausto de Goethe, mais particularmente sua Segunda Parte, à luz da longa tradição de reflexões teóricas sobre a alegoria e o símbolo. Essa tradição - que remonta, pelo menos, a Quintilianus (Institutio Oratoria, 95 a. C.) - tem nas clássicas sentenças publicadas por Goethe no volume Máximas e reflexõesum momento culminante, que servirá de parâmetro a teorizações posteriores, por mais diferentes que possam ser (como ilustram as posições de Walter Benjamin e Georg Lukács). Embora Goethe tenha condenado a alegoria durante o classicismo de Weimar, o Fausto II, "ocupação principal" (Hauptgeschäft) de seus últimos anos de vida, é considerado uma das obras mais alegóricas da literatura alemã. O ensaio busca discutir essa aparente contradição estruturando a argumentação crítica em três passos: o contexto em que Goethe desenvolveu suas concepções de símbolo e alegoria; os momentos da insólita recepção que coube ao Fausto II; a mudança de paradigma que se deu com a interpretação marxista que Heinz Schlaffer dedicou à Segunda Parte do drama enquanto "alegoria do século XIX". O ensaio acena ainda com a possibilidade de superar exegeses fundamentadas na relação antitética entre símbolo e alegoria recorrendo à ideia de "fórmula ético-estética", que Goethe esboçou em sua velhice ao mesmo tempo que abandonava aquela oposição concebida no período de convivência com Schiller. Desse novo ângulo de visão, o Fausto II poderá ser entendido, entre outras possibilidades de leitura, como expressiva "fórmula ético-estética" para epifenômenos da Revolução Industrial, como deixam entrever as cenas do Fausto escritas por volta de 1830
Arts and Performance Studies · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism
| Highly cited | No |
|---|