Cidade sitiada, o medo como intriga
Bibliographic Data
| ID | 3082685 |
|---|---|
| Authors | Cornelia Eckert (0000-0002-2815-7064, Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Ana Luiza Carvalho Da Rocha (0000-0002-2294-5932, Universidade Federal do Rio Grande do Sul) |
| Year | 2008 |
| Volume | 9 |
| Issue | 21 |
| Publication date | 2008-09-04 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | ILUMINURAS (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1984-1191 • E-ISSN: 1984-1191 |
| Publisher | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.22456/1984-1191.9303 |
| OpenAlex | W2096421921 |
| Language | PT |
| Citations received | 2 |
| References cited | 1 |
A constante projeção dos atos, dos gestos e das condutas cotidianas nas biografias dos habitantes na cidade nos revela cidadãos em suas identidades reflexivas e nos informa sobre suas condições de construir disposições de enfrentamento à banalização da violência criminal. A conduta não é só projetiva, é igualmente prospectiva, retrospectiva de ações e pensamentos dos habitantes no fluxo do tempo coletivo. A previsão de estratégias para os citadinos surge como interpretação de um campo semântico repleto de sentidos conceituais para o exercício da reflexão tecida no estoque de conhecimento apreendido no vivido cotidiano como crises a serem ultrapassadas. Os relatos de experiências de medo à vitimização aqui apresentados desde a investigação das sociabilidades dos personagens do documentário desenham, no contexto da cidade de Porto Alegre, distintas sociabilidades urbanas reorientadas pelo sentimento de insegurança, considerando aqui o conceito de "jogar o social" simmeliano, segundo o qual os indivíduos interagem ou se evitam, se encontram ou se afastam, mas sempre em ação e reinvenção. Nesse sentido, a cultura do medo tal qual enfocada no documentário A cidade sitiada coloca-se como uma síntese singular do espírito subjetivo dos habitantes de uma grande cidade com o espírito objetivo de sua cultura urbana manifesta em seus bairros e territórios, concebendo estas tensões e disposições de sentido sob o ponto de vista do "valor"10, na dinamização dessas formas de convivência.11 Nessa experiência de medo social, o sujeito é habitante de seu tempo na cidade disjuntiva que concebe as formas dos sentidos de interação: "sujeito moderno", fugaz, contraditório, paradoxal, efêmero, vulnerável, mas sempre lá, sujeito-cidade
| Unique citing works | 2 |
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| Citations per year | 0,25 |
| Citation span | 2018 - 2019 (2) |
| Citation velocity | historical |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 1 |