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Desigualdades sociodemográficas e na assistência à maternidade entre puérperas no Sudeste do Brasil segundo cor da pele

Dados do inquérito nacional Nascer no Brasil (2011-2012)

Bibliographic Data

ID3084288
AuthorsCarmen Simone Grilo Diniz (0000-0002-0069-2532, Universidade de São Paulo), Luis Eduardo Batista (0000-0003-4306-3426, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Suzana Kalckmann (0000-0002-0711-1235, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Arthur O C Schlithz (Fundação Oswaldo Cruz), Marcel Reis Queiroz (0000-0002-3159-4708, Universidade de São Paulo), Priscila Cavalcanti De Albuquerque Carvalho (Universidade de São Paulo)
Year2016
Volume25
Issue3
Pages561-572
Publication date2016-09-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueSaúde e Sociedade (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0104-1290 • E-ISSN: 1984-0470
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0104-129020162647
OpenAlexW2553360288
SCIELO_PIDS0104-12902016000300561
LanguagePT
Citations received6
References cited11

Historicamente, no Brasil, os indicadores de saúde de mães e bebês segundo cor da pele mostram quadro desfavorável às negras (pretas e pardas). Na última década, a redução das disparidades de renda e escolaridade, assim como a universalização da assistência à saúde, podem ter alterado esse quadro, em alguma medida. O objetivo deste artigo foi analisar as mudanças nas desigualdades sociodemográficas e na assistência à maternidade no Sudeste do Brasil, segundo raça/cor, na última década. Utilizamos dados do inquérito nacional Nascer no Brasil (2011-2012). Análise estatística descritiva foi realizada para a caracterização sociodemográfica, do acesso à assistência pré-natal, antecedentes clínicos e obstétricos, e características da assistência ao parto. Encontramos diferenças desfavoráveis às pretas e pardas quanto à escolaridade, renda e ao trabalho remunerado; as brancas tinham mais planos de saúde privados e maior idade. As pretas e pardas tiveram menor número de consultas, menos ultrassonografias, mais cuidado pré-natal considerado inadequado, maior paridade e mais síndromes hipertensivas. No parto, tiveram menos acompanhantes, mais partos vaginais, embora a cesárea tenha dobrado entre as negras, que com mais frequência entraram em trabalho de parto e tiveram filhos nascidos de termo pleno. Não houve diferença estatisticamente significativa quanto à situação conjugal, intercorrências da gestação, diabetes mellitus, anemias, sífilis, HIV, peregrinação para o parto, near miss materno ou neonatal e na maioria das intervenções no parto vaginal. Ainda que importantes disparidades persistam, houve alguma redução das diferenças sociodemográficas e um aumento do acesso, tanto a intervenções adequadas quanto às desnecessárias e potencialmente danosas

Sociology · Demography · Global Maternal and Child Health · Maternal and Neonatal Healthcare · Maternal and Perinatal Health Interventions · Medicine

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Unique citing works6
Citations per year0,67
Citation span2017 - 2025 (9)
Citation velocityrecent
Highly citedNo
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