Assistência ao parto de mulheres negras em um hospital do interior do Maranhão, Brasil
Dados Bibliográficos
| ID | 3092525 |
|---|---|
| Autores | Ilka Kassandra Pereira Belfort (0000-0002-0734-0353, Universidade Federal do Maranhão), Suzana Kalckmann (0000-0002-0711-1235, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Luis Eduardo Batista (0000-0003-4306-3426, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil) |
| Ano | 2016 |
| Volume | 25 |
| Fascículo | 3 |
| Páginas | 631-640 |
| Data de publicação | 2016-09-01 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | Saúde e Sociedade (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 0104-1290 • E-ISSN: 1984-0470 |
| Editora | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0104-129020162571 |
| OpenAlex | W2556209863 |
| SCIELO_PID | S0104-12902016000300631 |
| Idioma | PT |
| Citações recebidas | 2 |
| Referências citadas | 5 |
Há no Brasil poucos estudos que considerem a cor como um possível fator de aumento de vulnerabilidade à perda da saúde, que analisem a morbidade levando em consideração a cor/raça das pessoas, especialmente os que abordam a saúde reprodutiva. Estudos realizados nos últimos anos evidenciaram diferenças importantes entre as taxas de mortalidade materna de mulheres de cor branca, parda e preta. Supõe-se que essas diferenças sejam decorrentes de falta de acesso a serviços de saúde e/ou da pior qualidade da assistência prestada amulheres negras. Há poucos estudos que analisam como se dá o atendimento pré-natal e ao parto considerando a cor das mulheres, especialmente em pequenos municípios, em regiões mais carentes do país. Este estudo objetiva descrever como ocorre a assistência ao ciclo gravídico puerperal de mulheres negras residentes no município de Icatu, no Maranhão. Trata-se de uma pesquisa descritiva exploratória desenvolvida com puérperas que tiveram parto no Hospital Municipal da cidade. Foram entrevistadas 26 mulheres negras que aceitaram participar da pesquisa. A idade variou de 10 a 39 anos, com 50% de 20 a 24 anos. A maioria estava em união estável, 46,2% iniciaram a vida sexual antes de 15 anos, e 53,8%, entre 16 e 20 anos. Constatou-se que a maioria iniciou o pré-natal no primeiro trimestre e teve seis consultas ou mais durante o acompanhamento. Todas as mulheres de cor preta e a maioria das de cor parda tiveram anemia ferropriva no período gestacional. Elas gostariam de ser escutadas na hora do parto e de receberem mais atenção, com maior acolhimento
Art · Gynecology · Humanities · Global Maternal and Child Health · Injury Epidemiology and Prevention · Maternal and Neonatal Healthcare · Medicine
Mortalidade materna e sua interface com a raça em Mato Grosso
Fatores associados à inadequação do uso da assistência pré-natal
Poder, violência e dominação simbólicas nos serviços públicos de saúde
Representações e experiências das mulheres sobre a assistência ao parto vaginal e cesárea em maternidades pública e privada
Mortalidade materna de mulheres negras no Brasil
| Obras citantes distintas | 2 |
|---|---|
| Citações por ano | 0,22 |
| Intervalo de citações | 2017 - 2019 (3) |
| Velocidade de citação | historical |
| Altamente citado | Não |
| Tipos de citação | Neutras: 2 |