Concepções estratégicas brasileiras no contexto internacional do pós-Guerra Fria
Bibliographic Data
| ID | 3147716 |
|---|---|
| Authors | Adriana A Marques (0000-0002-3794-3358, Universidade de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2003 |
| Issue | 20 |
| Pages | 69-85 |
| Publication date | 2003-06-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Sociologia e Política (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-4478 • E-ISSN: 1678-9873 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0104-44782003000100007 |
| OpenAlex | W1971789858 |
| SCIELO_PID | S0104-44782003000100007 |
| Language | PT |
| Citations received | 2 |
| References cited | 1 |
Este artigo analisa o processo de reformulação das concepções estratégicas brasileiras na primeira metade da década de 1990 em razão das significativas mudanças nos contextos políticos internacional e nacional. No âmbito internacional, a substituição do conflito Leste-Oeste pelas tensões Norte-Sul e o arrefecimento da rivalidade platina impuseram modificações fundamentais nas percepções de ameaça a partir das quais se deveria organizar a defesa nacional no Brasil. Além disso, no âmbito nacional, os militares brasileiros, após o fim da ditadura, tiveram que aceitar como interlocutores, além do Parlamento, representantes de setores da sociedade civil organizada. Nessa nova conjuntura, pela primeira vez desde o Império as percepções de insegurança do Estado brasileiro viriam das fronteiras Norte do país, sendo a Amazônia sua maior expressão. Esses novos contextos impuseram uma série de condicionantes à autonomia política e institucional das Forças Armadas brasileiras, e, nesse sentido, a volta aos quartéis não significou necessariamente o fim da autonomia militar. De fato, os militares não são mais politicamente autônomos, mas mantêm um elevado grau de autonomia institucional que precisa ser revista pelos grupos dirigentes e pela sociedade civil organizada. A Política de Defesa Nacional é o primeiro passo no sentido de restringir essa autonomia, mas caberá ao Ministério da Defesa, como órgão implementador da Política de Defesa Nacional, a tarefa de revisar e articular concepções estratégicas que se construíram autonomamente ao longo da história
Humanities · Political science · Education and Public Policy · Philosophy
| Unique citing works | 2 |
|---|---|
| Citations per year | 0,13 |
| Citation span | 2010 - 2011 (2) |
| Citation velocity | historical |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 1 |