Das figuras da memória que não embranqueceram na Água de Barrela
Uma análise do romance histórico de Eliana Alves Cruz
Bibliographic Data
| ID | 3166265 |
|---|---|
| Authors | Nayane Larissa Vieira Pinheiro (corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 29 |
| Issue | 1 |
| Pages | 103 |
| Publication date | 2024-03-06 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Em Tese (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1415-594X • E-ISSN: 1982-0739 |
| Publisher | Federal University of Minas Gerais (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.17851/1982-0739.29.1.103-119 |
| OpenAlex | W4405023807 |
| Language | PT |
| Citations received | 1 |
Este trabalho analisa o romance Água de Barrela, de Eliana Alves Cruz, a partir do viés memorialista e histórico. No romance, memória histórica e ficção se entremeiam por tratar-se de uma ficção sobre a família de Eliana Alves Cruz, em uma pesquisa de desenvolvida pela própria para reconstruir sua árvore genealógica. O enredo tem início com os personagens Akin Sangokule e sua cunhada grávida Ewà Oluwa, sequestrados do continente africano para serem escravizados nas terras brasileiras, na região da cidade de Cachoeira, na Bahia. Ewà gera Anolina, a primeira de muitas mulheres lavadeiras da família, que garantem nesse trabalho subalterno a vida das suas gerações futuras. Assim, a narrativa prossegue contando a história de cada geração dos personagens. Este artigo fundamenta-se nas teorias de Ricoeur (2007), Le Goff (1996), Duarte (2014), Halbwachs (2006), Bâ Hampâté (2010) e Evaristo (2017), dentre outros, conectando teorias próprias do campo da Memória e da Literatura Afro-Brasileira. Parte-se da relação entre memória e ancestralidade para compor a análise, principalmente a partir das recordações dos personagens, a exemplo, as rememorações de Damiana, tia Nunu, Akin Sangokule e Martha, bem como o simbolismo de objetos afro-brasileiros, tais como, o berimbau, o atabaque, os fios de contas, usados atualmente pelo povo de santo, pertencentes às religiões de matrizes africanas no Brasil, dentre outros objetos portadores de memória afro-diaspórica. Portanto, considera-se que a obra Água de Barrela se constitui em uma narrativa combativa por quebrar paradigmas do discurso da história oficial, quando evidencia, por meio da ficção, a memória de antepassados (confirmada por dados históricos) e subverte a ideia de passividade dos povos afro-diaspóricos
| Citations per year | 1 |
|---|---|
| Citation span | 2025 - 2025 (1) |
| Highly cited | No |