Montagem crítica em Jonathan Perel
Paisagem e memória da ditadura argentina no filme Toponímia
Bibliographic Data
| ID | 3752325 |
|---|---|
| Authors | Pilar Carvalho Guimarães (0000-0002-3472-6921, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 24 |
| Issue | 54 |
| Pages | 79-91 |
| Publication date | 2024-12-11 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Alceu (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1518-8728 • E-ISSN: 2175-7402 |
| Publisher | Pontificia Universidade Catolica do Rio de Janeiro (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.46391/alceu.v24.ed54.2024.437 |
| OpenAlex | W4410038875 |
| Language | PT |
O artigo analisa a montagem crítica no filme Toponímia (2016), do cineasta argentino Jonathan Perel, no qual temas como paisagem, memória e a última ditadura militar da Argentina (1976-1983) são analisados através de uma reflexão crítica sobre a violência do Estado e o papel do espaço como portador de trauma histórico. Perel investiga quatro pequenas vilas na província de Tucumán, construídas pelo regime militar como parte de uma estratégia de contra-insurgência. O filme utiliza tomadas longas e estáticas dessas paisagens, desprovidas de presença humana, acompanhadas por documentos oficiais que destacam a repressão do regime contra os trabalhadores e o envolvimento profundo dos militares na formação desses espaços. A ausência de um narrador guiando a narrativa permite que os espectadores confrontem a paisagem como monumento, transformado pela montagem crítica de Perel em uma espécie de contra-memória
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |