Mito, literatura e o boi rosiano
Bibliographic Data
| ID | 3752736 |
|---|---|
| Authors | Maria Lucia Guimarães De Faria (0000-0002-6644-1293, Universidade Federal do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2019 |
| Volume | 21 |
| Issue | 1 |
| Pages | 135-156 |
| Publication date | 2019-04-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Alea Estudos Neolatinos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1517-106X • E-ISSN: 1807-0299 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/1517-106x/211135156 |
| OpenAlex | W2926088017 |
| SciELO | S1517-106X2019000100135 |
| Language | IT |
| Citations received | 1 |
No universo poético-simbólico de Guimarães Rosa, o boi ou touro tem assento privilegiado. A obra do escritor é atravessada pelos berros e urros do gado, seu comportamento e existência, sua estranha sabedoria imemorial. O boi de Rosa vem de longe. Oriundo do substrato religioso das mais antigas civilizações - Assíria, Babilônia, Egito, Índia - o boi aporta ao sertão rosiano munido de sua milenar herança mítica e sagrada. Igualmente, o vaqueiro que se lhe devota é muito mais do que o homem no pastoreio. Ele é o bukólos ou bubulcus, descendente dos pastores primigênios da Creta egeia, que é investido da função sacerdotal e dotado de vocação poética. O presente ensaio movimenta estas questões por meio da interpretação de duas estórias de Tutaméia, último livro do escritor: "Os três homens e o boi dos três homens que inventaram um boi" e "Hiato
| Citations per year | 0.2 |
|---|---|
| Citation span | 2021 - 2021 (1) |
| Highly cited | No |