A panacéia tecnológica e a perspectiva do valor de uso
Bibliographic Data
| ID | 3819355 |
|---|---|
| Authors | Mauro Castelo Branco De Moura (Universidade Federal da Bahia, corresponding author) |
| Year | 2005 |
| Volume | 1 |
| Issue | 2 |
| Publication date | 2005-07-18 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Cadernos Cemarx (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1980-2099 • E-ISSN: 2318-065X |
| Publisher | Universidade Estadual de Campinas (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.20396/cemarx.v1i2.10793 |
| OpenAlex | W1559694930 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
A modernidade, sobretudo em seu apogeu iluminista, ensejou a crença numdevir auspicioso fundado, segundo Adam Smith, no desenvolvimento das forçasprodutivas do trabalho [productive powers of labour]. Porém, ainda no séculoXVIII, em meio a um otimismo generalizado, que se consagrou com a gêneseda historicidade (entendida como "progresso") e espraiou-se através de autorescomo Kant ou Condorcet, já se insurgia Rousseau contra a crença datécnica como panacéia para a resolução dos problemas humanos. À esteira deambos (Smith e Rousseau), Marx demonstra que o capital é um poderoso estimulanteao desenvolvimento das forças produtivas, mas traz aparelhado em si asubmissão estranhada do processo de reprodução social à valorização do valor[Verwertungs des Werts], com o quinhão de barbárie que lhe é inerente. O crescimentopermanente e ilimitado da riqueza abstrata que carateriza o capital, figuraapoteótica da tríade fetichóide (mercadoria, dinheiro e capital), só se podeconsumar às expensas da subordinação da satisfação das necessidades (e davida) humanas a seu desiderato, pela imposição de seu automatismo, que subalternizatodas as apetências
| Highly cited | No |
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