Pensar a regulação dos media numa sociedade em muda
Bibliographic Data
| ID | 3855093 |
|---|---|
| Authors | Estrela Serrano (Instituto Superior de Comunicação Empresarial, corresponding author) |
| Year | 2007 |
| Volume | 11 |
| Pages | 129-133 |
| Publication date | 2007-06-20 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Comunicação e Sociedade (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1645-2089 • E-ISSN: 2183-3575 |
| Publisher | University of Minho (PUBLISHER • PT) |
| DOI | 10.17231/comsoc.11(2007).1135 |
| OpenAlex | W1587151960 |
| Language | PT |
Pensar as políticas públicas e a regulação do sector dos media numa sociedade em mudança implica responder a algumas interrogações, entre as quais, saber quais foram os princípios que no passado orientaram essas políticas. Será que esses princípios ainda são válidos? Se não são, o que os invalida e o que os substitui?Uma das razões principais da permanência de iniciativas de "endurecimento" da regulação dos media por parte do poder político reside no comportamento dos próprios media, nas derrapagens individuais e num certo laxismo do sistema mediático, que não parece preocupado com as suas derivas senão perante a ameaça de medidas legais. A defesa da desregulação ou de uma regulação "mínima" seria mais fácil e mais convincente se os profissionais e as empresas noticiosas assegurassem que respeitariam plenamente as regras deontológicas e profissionais.Pensar as políticas públicas para o sector dos media implica reconhecer que eles são hoje um campo menos evidente do que, geralmente, se assume. As políticas públicas e os sistemas regulatórios constituem, aliás, um indicador do entendimento do poder político sobre os media e sobre o que se espera deles. Por exemplo, se os media são encarados como um meio através do qual falamos de nós e para nós, como cidadãos, como nação e como comunidade, as políticas públicas e os sistemas regulatórios devem reflectir esses valores e o Estado tem o dever de os apoiar.Mas se são encarados como um negócio, isto é, uma mera actividade económica apenas com um valor simbólico marginal, então a regulação reflectirá essa visão. A tensão entre prioridades económicas e prioridades culturais reflecte-se na dualidade liberalização/ proteccionismo - regulação/desregulação
Humanities · Political science · Education and Public Policy · Philosophy
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