A Guerra Colonial nas Narrativas Mediáticas
Como os Jornais de Portugal e Angola Recontaram uma Efeméride 60 Anos Depois
Bibliographic Data
| ID | 3855475 |
|---|---|
| Authors | Gustavo Freitas (0000-0002-9497-7220, University of Coimbra, corresponding author), Ana Teresa Peixinho (0000-0002-4533-7921, University of Coimbra) |
| Year | 2022 |
| Volume | 41 |
| Publication date | 2022-06-22 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Comunicação e Sociedade (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1645-2089 • E-ISSN: 2183-3575 |
| Publisher | University of Minho (PUBLISHER • PT) |
| DOI | 10.17231/comsoc.41(2022).3666 |
| OpenAlex | W4283386853 |
| Language | PT |
| References cited | 17 |
A 15 de março de 2021 completaram-se 60 anos da insurgência angolana que deu início à Guerra Colonial. A data reavivou a memória de um marco interseccional entre as histórias de Portugal e Angola e, por ter ganhado espaço nos média informativos mainstream, fez-se oportuna para que se analisassem as narrativas mediáticas que recontaram o conflito. O episódio, que se deu em 1961, foi motivado por uma série de fatores, dos quais se destaca a insatisfação dos povos nativos com o regime de exploração. Nesta investigação, inscrita no campo da narratologia pós-colonial, pretendeu-se compreender de que forma os jornais portugueses e angolanos reportaram esta efeméride. Para tal, recorreu-se a uma metodologia de natureza qualitativa - a análise crítica do discurso - e analisaram-se, de modo exploratório, textos jornalísticos sobre a efeméride em questão publicados nos diários Público e Jornal de Angola. O objetivo era compreender as diferenças ideológicas entre a abordagem de cada uma das produções mediáticas, assinalando encontros e desencontros, e identificar as estratégias discursivas que moldaram tais narrativas mediáticas contemporâneas acerca de conflitos coloniais. Entre as conclusões está a perceção de que o jornal angolano costurou a sua narrativa a partir de uma perspetiva interna do colonialismo, com uma abordagem dos acontecimentos a partir dos relatos de quem os viveu. Por seu turno, o órgão português pautou-se pelas relações já pós-coloniais que se desenhavam à medida em que avançava a globalização
Art · Humanities · Political science · Portuguese · Cultural, Media, and Literary Studies · Digital Storytelling and Education · Philosophy
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Permission to Narrate
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A crack in everything
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| Highly cited | No |