Geografia das colônias agrícolas no médio rio Amazonas, município de Urucará-AM
Bibliographic Data
| ID | 3856769 |
|---|---|
| Authors | Arenilton Monteiro Serrão (0000-0003-4173-4812, Instituto Geográfico Nacional), Manuel De Jesus Masulo Da Cruz (0009-0003-0332-7834, Universidad Privada San Francisco de Asís) |
| Year | 2019 |
| Volume | 43 |
| Publication date | 2019-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Confins (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1958-9212 • E-ISSN: 1958-9212 |
| Publisher | OpenEdition (PUBLISHER) |
| DOI | 10.4000/confins.25236 |
| OpenAlex | W2995727741 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Os sujeitos sociais no qual tratamos nessa pesquisa, os colonos, camponeses historicamente constituídos nas várzeas do médio rio Amazonas, em especial nos municípios de Urucará, Parintins e Urucurituba. Nesse ecossistema, pela absorção de diferentes traços culturais, estabeleceram relações econômicas, sociais e territoriais, condição que prevaleceu até meados da década de 1950, quando grandes enchentes/cheias e indisponibilidade de terras forçaram a migração permanente para as áreas de terra firme nas décadas de 1960/70. Historicamente a base de sustentação socioeconômica desses municípios, em especial Urucará, foco da nossa pesquisa, esteve ligada a atividade camponesa e suas possíveis relações com a terra, floresta e água possibilitaram uma agricultura de subsistência, práticas extrativas e atividades pesqueiras, destacando o protagonismo da várzea na vida e nas relações estabelecidas. Sua integração mercantil possibilitou trocas de produtos e mercadorias e ao mesmo tempo, relações de exploração e subordinação do trabalho camponês, sistema rompido ou acentuado pelas novas conjunturas políticas, econômicas e sociais da década de 1960. Essa década é emblemática não apenas pela visibilidade que os movimentos sociais no campo adquiriram no Brasil, mas especialmente pela organização e fortalecimento do campesinato no médio rio Amazonas. A territorialização camponesa na terra firme se deu através de Comunidades Eclesiais de Bases e colônias agrícolas, fortalecendo suas lutas através da criação de entidades (associações, cooperativas, sindicatos, Escola Família Agrícola) e principalmente, de uma instituição que coordenasse e articulasse as ações juntamente aos setores estatais, engajado de forma ou de outra, a despertar a consciência política e social desses sujeitos sociais
Art · Geography · Humanities · Political science · Agriculture, Land Use, Rural Development · Rural Development and Agriculture · Urban Development and Societal Issues
| Highly cited | No |
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