Agostinho e o tempo da alma
Bibliographic Data
| ID | 3900174 |
|---|---|
| Authors | Cristiane Negreiros Abbud Ayoub (0000-0002-9071-5186, Universidade Federal do ABC, corresponding author) |
| Year | 2021 |
| Volume | 18 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2021-06-18 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | DoisPontos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1807-3883 • E-ISSN: 2179-7412 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/dp.v18i1.71954 |
| OpenAlex | W3175148623 |
| Language | EN |
| References cited | 1 |
Um marco sobre a questão do tempo na História da Filosofia, o livro XI das Confissões de Agostinho de Hipona (354-430) ainda hoje recebe interpretações. O presente artigo menciona pontos que já apresentei noutro texto sobre o tempo como espelho da alma, no entanto ele recebe o acréscimo de dois pontos que mudam a ênfase de minha interpretação prévia: (1) a citação a Josué e (2) a escolha de Deus creator ominum para exemplificar a relação, via tempo, entre ser humano, Deus e o mundo. Mediante a análise textual do livro XI, a seguinte conclusão será encaminhada: embora Agostinho não recuse a existência do tempo como uma realidade independente das vivências humanas, ele privilegia outro aspecto do tempo, medular nas Confissões, a saber, a relação humana com o tempo em correspondência com a intenção da vontade pela qual a vida humana é governada. Em Agostinho, o tempo da vida se compromete com a ética, e reflete o modo como a vontade habita a vida. Tempo e alma, nas Confissões, são interdependentes a ponto de a experiência humana do tempo ser um espelhamento da vontade
Humanities · Augustinian Studies and Theology · Biblical Studies and Interpretation · Philosophy · Religious, Philosophical, and Educational Studies
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |