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Teologia e ceticismo na primeira modernidade

Montaigne, Descartes, Bayle

Bibliographic Data

ID3900181
AuthorsFernando Bahr (0000-0001-5352-6442, Centro Científico Tecnológico - Tucumán, corresponding author)
Year2025
Volume22
Issue1
Publication date2025-09-24
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueDoisPontos (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1807-3883 • E-ISSN: 2179-7412
PublisherUniversidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR)
DOI10.5380/dp.v22i1.98126
OpenAlexW4414592827
LanguagePT

Em três cartas escritas entre abril e maio de 1630, Descartes apresenta a Mersenne a sua teoria da "criação das verdades eternas", ou seja, a sua teoria de que Deus é o criador tanto da essência como da existência das suas criaturas. Em 2004, Vincent Carraud recordou esta teoria cartesiana e assumiu-a como uma chave de interpretação da Apologia de Raimond Sebond, de Montaigne. Para Carraud, Descartes tinha compreendido e confirmado metafisicamente a chave da Apologia, a saber, o carácter incompreensível da omnipotência divina e, consequentemente, a impossibilidade de compreender Deus a partir da racionalidade que rege o nosso mundo, ou daquilo a que Montaigne chamou as "leis municipais" da verdade. Seguindo as pegadas de Carraud (pegadas que já tinham sido apontadas, entre outros, por Jean-Luc Marion), o nosso objetivo neste artigo é refletir sobre a relação Descartes-Montaigne e incorporar um outro autor que também consideramos decisivo neste percurso: Pierre Bayle. PALAVRAS-CHAVE: Super-Pirronismo, Deus, verdade, evidência, racionalidade, sobredeterminação

Infinity · Materialism · Philosophy and Historical Thought

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