Viver o fim, repensar um começo
Representações Pós-Coloniais Do Futuro Na Cultura Brasileira
Bibliographic Data
| ID | 3906188 |
|---|---|
| Authors | Luciana Martínez (0000-0003-2625-0289, Fair Isaac Corporation (United States), corresponding author) |
| Year | 2019 |
| Volume | 32 |
| Issue | 32 |
| Publication date | 2019-12-15 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | e-cadernos CES (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1647-0737 • E-ISSN: 1647-0737 |
| Publisher | OpenEdition (PUBLISHER) |
| DOI | 10.4000/eces.4782 |
| OpenAlex | W3060080106 |
| Language | PT |
| References cited | 7 |
O artigo percorre três representações do fim do mundo produzidas no Brasil: a música “E o mundo não se acabou” (1938), interpretada por Carmen Miranda; a vídeo-obra Luz negra (2002), de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska; e o documentário de ficção científica Branco sai, preto fica (2014), de Adirley Queirós. O trajeto por estas obras revela tanto a constância da ideia de apocalipse no imaginário cultural brasileiro quanto as diferenças entre tais retratos que circulam pelo país. A análise tem sobretudo enfoque na obra mais recente, o filme de Queirós, realizado em uma época em que a experiência de fim adquire singular solidez. A partir de Queirós, proponho uma reflexão sobre o necropoder no Brasil e em que sentidos a alteridade que se estabelece na relação entre a capital moderna Brasília e a periférica Ceilândia – retratadas no filme – pode nos ajudar a pensar a diferença de maneira alternativa. Argumento que já vivemos o apocalipse e, para sair dele, é necessário recorrer a novos imaginários e novas formas de viver coletivamente
Art · Humanities · Visual arts · Arts and Performance Studies · Literature, Culture, and Criticism · Urban Development and Societal Issues
| Highly cited | No |
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