Elogio do anacronismo
Para os andróginos de Ismael Nery
Bibliographic Data
| ID | 3922943 |
|---|---|
| Authors | Maria Bernardete Ramos Flores (0000-0002-9438-031X, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2014 |
| Volume | 15 |
| Issue | 29 |
| Pages | 414-443 |
| Publication date | 2014-12-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Topoi (Rio de Janeiro (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1518-3319 • E-ISSN: 2237-101X |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/2237-101x015029002 |
| OpenAlex | W2072089751 |
| SciELO | S2237-101X2014000200414 |
| Language | EN |
Por que fazer o elogio do anacronismo quando se é historiador?" - perguntou Loraux. O anacronismo, que já foi o pecado dos historiadores, hoje se impõe. Numa abordagem inspirada por alguns filósofos contemporâneos, tais como Agamben, Rancière e Didi-Huberman, que instigam em nosso pensamento uma nova concepção de tempo, este artigo desenvolve argumentos para demonstrar que Ismael Nery (1900-1934), o "artista maldito" do modernismo brasileiro, pode ser tomado como um artista anacrônico, pelo fato de configurar montagens temporais em sua arte (pintura, desenho e poesia) para expressar um dos princípios de seu sistema filosófico: a abstração do tempo e do espaço. A arte de Ismael apresentou-se como universal, mística e espiritual, o que o deixou fora do seu tempo, ou melhor, fora da estética da representação chamada para dar visibilidade aos temas do nacional
Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Memory, Trauma, and Testimony · Philosophy · Urban Development and Societal Issues
| Highly cited | No |
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