Dispositivos literários racistas na literatura canônica brasileira e estratégias de rompimento contra eles
Bibliographic Data
| ID | 3923170 |
|---|---|
| Authors | Sally Cheryl Inkpin (0000-0002-3094-231X, Universidade do Estado da Bahia, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 26 |
| Publication date | 2025-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Topoi (Rio de Janeiro (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1518-3319 • E-ISSN: 2237-101X |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/2237-101x02605607 |
| OpenAlex | W4412568904 |
| SciELO | S2237-101X2025000100202 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
A nação brasileira conquistou a sua independência num momento de rivalidade colonial, quando o apelo ao fim da escravatura estava ligado à luta por novos mercados e mais recursos. Não por coincidência, houve uma adesão ampla e global a uma compreensão racista da humanidade que justificava as invasões europeias. Os discursos raciais reinantes infiltraram-se nas obras do círculo literário, romântico, brasileiro, que procurava unir o país, utilizando diversas estratégias literárias. Um dispositivo central foi a mesticização dos personagens ao mesmo tempo em que se exaltavam as vitórias e qualidades do branco, contribuindo, assim, para a edificação da branquitude. Analisamos a trajetória desses dispositivos literários desde a época romântica, culminando o artigo com uma comparação das obras Tenda dos milagres (AMADO, 1969) e Um defeito de cor (GONÇALVES, 2007) na pós-modernidade
| Highly cited | No |
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