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Agência radical-transformadora

Continuidades E Contrastes Em Relação À Agência Relacional E Implicações Para a Educação

Bibliographic Data

ID3949405
AuthorsA Stetsenko (0000-0003-0960-8875, City University of New York, corresponding author)
Year2023
Volume18
Pages1-24
Publication date2023-01-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenuePraxis Educativa (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1809-4031 • E-ISSN: 1809-4309
PublisherUniversidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) (PUBLISHER)
DOI10.5212/praxeduc.v.18.21106.005
OpenAlexW4296116684
LanguagePT
References cited21

Os estudos recentes sobre agência são principalmente centrados em torno de uma abordagem relacional (também conhecida como situacional, contextual, distributiva e ecológica) que chama atenção para o fato de a agência estar situada em um contexto próprio e dependente de interatividades socioculturais e dinâmicas. Meu argumento central é que há um hábito de passividade nessas concepções. Ilustrativo disso são os trabalhos de Biesta e demais colaboradores que analiso aqui, a fim de revelar falhas conceituais que precisam ser abordadas. Para superar essas falhas, é importante reconstruir nada menos do que as premissas básicas sobre o desenvolvimento humano, contexto/realidade e ensino-aprendizagem para colocar em primeiro plano uma visão mais radical de agência que conduza ao combate às desigualdades e às injustiças na educação. Na abordagem alternativa, denominada Posicionamento Ativista Transformador, o desenvolvimento humano é posicionado como sendo não apenas totalmente imerso no mundo e em sua dinâmica contextual, mas também, de modo mais crítico, realizado pelas contribuições de cada indivíduo para as práticas comunitárias, por meio das quais essas práticas são mudadas como um todo sempre que uma pessoa age como um membro ativo da comunidade. A ênfase está no nexo de as pessoas mudarem o mundo e serem mudadas nesse processo de mudar o mundo - como dois polos de um mesmo objeto, bidirecional e recursivo, promovendo a co-constituição de pessoas e do mundo em uma realização simultânea de si e do mundo. As pessoas nunca só reagem ou respondem ao que existe, mas agem ativamente na correalização tanto do mundo quanto de si mesmas. A agência tem um papel formativo nos processos de correalização tanto do desenvolvimento humano, da dinâmica sócio-histórica geral, quanto do próprio mundo. É importante ressaltar que o desenvolvimento da agência depende do acesso a ferramentas culturais que precisam ser fornecidas pela sociedade e adotadas ativamente por cada indivíduo. Existem conjecturas e implicações sociopolíticas fortemente contrastantes voltadas às questões das desigualdades e das injustiças na educação. A noção de uma agência radical-transformadora é empregada para expor e superar ideologias de adaptação passiva e aquiescência com a ordem existente das coisas e do mundo como presumivelmente "é

Humanities · Philosophy · Social and Economic Solidarity

  • The Transformative Mind

    Open Access•A Stetsenko•Transformative Mind•2016

  • What is agency? Conceptualizing professional agency at work

    Anneli Eteläpelto, Katja Vähäsantanen et al.•Educational Research Review•2013

  • From relational ontology to transformative activist stance on development and learning

    Open Access•A Stetsenko•Cultural studies of science…•2008

  • Relational agency

    Open Access•Anne Edwards•International Journal of…•2005

  • The role of beliefs in teacher agency

    Open Access•Gert Biesta, Mark Priestley et al.•Teachers and Teaching•2015

  • Formative Interventions for Expansive Learning and Transformative Agency

    Annalisa Sannino, Yrjö Engeström et al.•Journal of the Learning Sciences•2016

  • Research and activist projects of resistance

    Open Access•A Stetsenko•Learning Culture and Social…•2020

  • The Self in Cultural-Historical Activity Theory

    Open Access•A Stetsenko, Igor M Arievitch•Theory & Psychology•2004

  • Connecting Learning and Identity Development through a Transformative Activist Stance

    Open Access•Eduardo Vianna, A Stetsenko•Human Development•2011

  • Constructing and Deconstructing the Self

    A Stetsenko, Igor M Arievitch et al.•Mind Culture and Activity•1997

  • Activity as Object-Related

    A Stetsenko•Mind Culture and Activity•2005

  • Crossing Borders and Changing Pedagogies

    Jackson, Sue Jackson•Gender and Education•1997

  • Missing in Action

    Open Access•Alisa Bierria•Hypatia•2013

  • Identity Production in Figured Worlds

    Open Access•Luis Urrieta•The Urban Review•2007

  • Hope, political imagination, and agency in Marxism and beyond

    A Stetsenko•Educational Philosophy and Theory•2019

  • Are teachers' expectations different for racial minority than for European American students? A meta-analysis

    Harriet R Tenenbaum, Harriet Tenenbaum et al.•Journal of Educational Psychology•2007

  • Turning Resistance into Passion for Knowledge with the Tools of Agency

    Open Access•Eduardo Vianna, A Stetsenko•Revista Perspectiva•2019

  • The Oxford Handbook of Social Psychology and Social Justice

    J Christopher Cohrs, Emma O’dwyer et al.•Oxford Handbook of Social…•2016

  • Agency and learning in the lifecourse

    Gert Biesta, Michael Tedder•Studies in the Education of Adults•2007

  • Situated Learning

    Open Access•Jean Lave, Etienne Wenger•Situated Learning•1991

  • What Is Agency

    Mustafa Emirbayer, Ann Mische•American Journal of Sociology•1998

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Highly citedNo

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