Nós e a gente em quatro amostras do Português Brasileiro
Revisitando a Escala Da Saliência Fônica
Bibliographic Data
| ID | 3956243 |
|---|---|
| Authors | Ma Marta Pereira Scherre (0000-0003-2977-0431, Universidade Federal do Rio de Janeiro), Maria Marta Pereira Scherre, Anthony Julius Naro, Lilian Coutinho Yacovenco (0000-0003-3568-0539, Universidade Federal do Rio de Janeiro) |
| Year | 2018 |
| Volume | 20 |
| Pages | 428-457 |
| Publication date | 2018-12-30 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Diadorim (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1980-2552 • E-ISSN: 2675-1216 |
| Publisher | Programa de Pos-Graduacao em Letras Vernaculas - PPGLEV (PUBLISHER) |
| DOI | 10.35520/diadorim.2018.v20n0a23285 |
| OpenAlex | W2937773877 |
| Language | PT |
| Citations received | 1 |
Sob a perspectiva da Sociolinguística Variacionista, analisamos três construções com a primeira pessoa plural: padrão antigo - nós com -mos (nós moramos); não padrão - nós sem -mos (nós mora); padrão emergente - a gente sem -mos (a gente morou/a gente mora). Os dados analisados são de quatro amostras do português brasileiro - Santa Leopoldina-ES, Baixada Cuiabana -MT, Goiás e Vitória-ES - e foram analisados em oposições binárias e ternárias, por programas estatísticos da série Varbrul. Os resultados indicam que a restrição mais importante é o grau de facilidade da percepção da diferença entre formas com e sem o morfema -mos, conhecida como saliência fônica: quanto maior a saliência fônica, mais a possibilidade de usar a forma com -mos. Uma vez que as formas do pretérito tendem a ocupar altos níveis de saliência, há distribuição parcialmente sobreposta entre tempo e saliência. Para a terceira pessoa plural, pesquisas anteriores mostram que a saliência é um preditor melhor do que tempo. Para a primeira pessoa plural, a distribuição sobreposta tende a conduzir, em alguns contextos estruturais e sociais, a uma reanálise de tal forma que o morfema -mos é usado preferencialmente para marcar pretérito perfeito. Isto resolve a ambiguidade entre presente e pretérito nos casos padrão de nós com -mos (nós moramos, preferencialmente pretérito) e não padrão nós sem -mos (nós mora, presente). Como parte de um fl uxo de padronização, a construção nominal a gente, do substantivo latino singular gens gentis 'tribo', é inserida no sistema pronominal como primeira pessoa do plural. Isto cria um padrão emergente, a gente sem -mos. Estas questões nos levaram a (1) propor uma hierarquia da saliência levemente modifi cada, denominada de hierarquia da proeminência, (2) discutir análises binárias e ternárias e (3) concluir que processos diacrônicos de séculos passados emergem da análise sincrônica de dados hoje disponíveis
Humanities · Linguistic Variation and Morphology · Linguistics and Language Studies · Mathematics · Philosophy · Spanish Linguistics and Language Studies
| Unique citing works | 1 |
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| Citations per year | 0,5 |
| Citation span | 2024 - 2024 (1) |
| Citation velocity | recent |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 1 |