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A Teoria da Ação à luz da experiência esquizofrênica

Um Estudo De Epistemologia Insana

Bibliographic Data

ID3958135
AuthorsG Peters (0000-0002-0595-2663, Universidade Federal da Bahia, corresponding author)
Year2016
Volume15
Issue34
Pages160
Publication date2016-12-22
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenuePolítica & Sociedade (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1677-4140 • E-ISSN: 2175-7984
PublisherUniversidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (PUBLISHER)
DOI10.5007/2175-7984.2016v15n34p160
OpenAlexW2589130811
LanguagePT
References cited13

DOI: http://dx.doi.org/10.5007/2175-7984.2016v15n34p160As noções de "epistemologia insana" e"heurística da insanidade" nomeiam um artifício metodológico que se provou frutífero em uma variedade de domínios de pesquisa, qual seja, o mergulho no âmbito do "patológico" com vistas à iluminação de modalidades "normais" de ação e experiência. Lançando mão deste estratagema no plano das caracterizações sociológicas da conduta humana, o artigo mobiliza descrições fenomenológicas e existenciais de vivências esquizoides e esquizofrênicas, não apenas para compreendê-las à luz da teoria praxiológica da ação, mas também para aprofundar a teoria praxiológica da ação à luz do que aquelas descrições nos ensinam sobre a multiplicidade de modos de "ser-no-mundo" exibida pelo anthropos. O estudo defende que as transformações vivenciadas em processos esquizoides ou esquizofrênicos, a despeito de seus custos psíquicos, não devem ser concebidas como meros déficits funcionais, mas como atitudes existenciais complexas que "desafiam", em ato, certos postulados da teoria da ação em sua versão praxiológica: o ancoramento em crenças tácitas é substituído por uma compulsão hiper-reflexiva, a relação pragmática com objetos materiais dá lugar a uma perplexidade quase-filosófica em face de sua mera realidade, os acordos intersubjetivos que oferecem familiaridade e ordem à realidade social em dada cultura são percebidos na sua arbitrariedade ontológica radical e o estranhamento quanto ao próprio corpo deixa de ser um lúdico ceticismo cartesiano para tornar-se uma vivência existencial profunda

Humanities · Mental Health and Psychiatry · Philosophy · Psychology and Mental Health · Youth, Drugs, and Violence

  • Social action and human nature

    Axel Honneth•Social action and human nature•1988

  • Handbook of the Sociology of Mental Health

    Open Access•Carol S Aneshensel, Jo C Phelan et al.•Handbook of the Sociology of…•1999

  • Studies in ethnomethodology

    Harold Garfinkel•Studies in ethnomethodology•1984

  • New rules of sociological method

    Anthony Giddens•New rules of sociological method•1993

  • Analyzing and Deconstructing Psychopathology

    Open Access•Louis Sa, Louis A Sass•Theory & Psychology•1999

  • Structure, Agency and the Internal Conversation

    Open Access•Melanie S Archer, Margaret Scotford Archer•Structure, Agency and the…•2003

  • Outsiders

    Howard S Becker•Outsiders•1985

  • Explanation, understanding and determinism in Pierre Bourdieu’s sociology

    Open Access•G Peters•History of the Human Sciences•2013

  • Being-in-the-world

    Hubert L Dreyfus•Being-in-the-world•1991

  • Anthropology and the Abnormal

    Open Access•Ruth Benedict, Mingailė Jurkutė•Lietuvos istorijos studijos•2023

  • Central Problems in Social Theory

    Open Access•Anthony Giddens•Central Problems In Social Theory…•1979

  • Being Mentally Ill

    Thomas J Scheff•Being Mentally Ill•2017

Citation velocityhistorical
Highly citedNo
Ethnos_APP • Open Source Project • MIT License • Frontend v2.0.0 • Privacy and Cookies • API Documentation: api.ethnos.app/docs • API Source Code: GitHub • DOI: 10.5281/zenodo.17049435 • Frontend Source Code: GitHub • DOI: 10.5281/zenodo.17050053 • cruz.rio.br • Expectantes Misericordiae