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Comidas da religião afro-brasileira omolokô

Linguagem e matéria do sagrado

Dados Bibliográficos

ID4014258
AutoresMaria Luíza Lima De Castro (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Rute Ramos Da Silva Costa (0000-0002-3865-5956, Universidade Federal do Rio de Janeiro), Danielle Theodoro Canicio (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Ano2025
Volume24
Fascículo3
Páginas125-138
Data de publicação2025-03-15
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoREVER - Revista de Estudos da Religião (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 1677-1222 • E-ISSN: 2236-580X
EditoraPontifical Catholic University of Sao Paulo (PUC-SP) (PUBLISHER)
DOI10.23925/1677-1222.2024vol24i3a8
OpenAlexW4408562160
IdiomaPT

Trata-se de pesquisa qualitativa, de cunho histórico-cultural, que elegeu como fonte documental o livro "Omolokô: uma nação". Objetivou-se analisar as comidas votivas do omolokô destacando a agência e potência para a formação de sentidos e significados não discursivos, mas sensoriais, de modo a estarem associadas à incorporação de conceitos e valores das divindades cultuadas. Estudamos 31 comidas de 17 bakuros, suas cores, ervas, animais de sacrifício, frutas, receitas, técnicas de preparo e utensílios. Para a análise, associamos os bakuros, suas histórias e características com a culinária. As comidas votivas destacam o perfil das entidades, trazendo elementos de energia feminina ou masculina, juventude e senioridade, em correspondência à sua manifestação. A composição das preparações e do ajeum se relacionam com as histórias, como por exemplo, as pipocas com areia da praia servidas a Kaviungo/Kimbotó, cujo itan faz referência ao cuidado que este bakuro recebeu de Yemanjá. As cores das entidades se destacam nos pratos, desde a escolha do tom do pelo/penagem dos animais de sacrifício até os tecidos da decoração. O alimento ou material dos utensílios se relacionam às características dos bakuros, como visto no uso do feijão, alimento fonte de ferro ao guerreiro e senhor do aço. A religião omolokô é guardiã da sabedoria e tradições das culinárias africanas na diáspora e merece que mais estudos aprofundem os conhecimentos sobre a linguagem e matéria. A sua potência cultural é notória e demonstrada na capacidade dessa culinária ter ultrapassado o espaço ritual, e se tornado a comida de casa

Political science · Philosophy · Religion and Society in Latin America

Velocidade de citaçãohistorical
Altamente citadoNão
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