O Escravo Vai À Ópera
Ópera E Escravidão No Rio De Janeiro Ao Redor De 1850
Bibliographic Data
| ID | 4016659 |
|---|---|
| Authors | Marcelo Diego (0000-0001-8590-5009, Universidade Federal do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2019 |
| Volume | 9 |
| Issue | 2 |
| Pages | 597-613 |
| Publication date | 2019-08-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Sociologia & Antropologia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2236-7527 • E-ISSN: 2238-3875 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/2238-38752019v9211 |
| OpenAlex | W2968714829 |
| SciELO | S2238-38752019000200597 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Se, por um lado, foi a riqueza produzida pela mão de obra escrava que financiou a importação da ópera europeia para o Brasil, por outro, a proibição do tráfico negreiro foi instrumental para a instalação definitiva de um sistema de ópera no império tropical, uma vez que, como nota Luiz Felipe de Alencastro, um dos efeitos da Lei Eusébio de Queiróz foi o aumento da importação de bens de consumo supérfluos ou de luxo, que substituíram os africanos como lastro na balança comercial brasileira. A literatura e a imprensa deixaram ricos testemunhos das venturas, desventuras e contradições desse momento. A partir da peça O demônio familiar (1857), de José de Alencar, bem como da polêmica travada entre Francisco Otaviano e Paula Brito a propósito dela, este artigo pretende explorar os vasos comunicantes entre os universos do teatro lírico e do regime escravista, no Rio de Janeiro ao redor de 1850
Art · Humanities · Pera · Chemistry · Literature, Culture, and Criticism · Urban and sociocultural dynamics
| Highly cited | No |
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