Trajetórias das quitandeiras negras na cidade do Rio de Janeiro
A Rua Como Espaço De Circulação, Agenciamento E Territorialidade (1860-1902)
Bibliographic Data
| ID | 4046437 |
|---|---|
| Authors | Cristina Antunes Divano Cunha, Cátia Cunha (0009-0003-8966-2667, Federal Center for Technological Education Celso Suckow da Fonseca), Patrício Pereira Alves De Sousa (0000-0003-4347-7557, Federal Center for Technological Education Celso Suckow da Fonseca) |
| Year | 2025 |
| Publication date | 2025-01-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Nuevo mundo mundos nuevos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1626-0252 • E-ISSN: 1626-0252 |
| Publisher | OpenEdition (PUBLISHER) |
| DOI | 10.4000/146at |
| OpenAlex | W4411476275 |
| Language | PT |
| References cited | 6 |
O artigo analisa as territorialidades das mulheres negras quitandeiras na cidade do Rio de Janeiro, no final do século XIX, através da circulação de seus saberes geoalimentares. A reflexão explora os movimentos e produções de conhecimento diaspóricos dessas mulheres em espaços públicos controlados pelo poder hegemônico. No comércio transatlântico da escravização, o sistema de kitandas, comum entre mulheres africanas, foi ressignificado no Brasil, transportando epistemologias e cosmologias através da culinária. Enfrentando suspeição ao ocuparem espaços públicos, as quitandeiras negras se tornaram agenciadoras de si, resistindo à violência e negação de pertencimento. A pesquisa na Hemeroteca Digital analisou atividades das quitandeiras negras no Rio de Janeiro entre 1860 e 1902. Esse período abrangeu desde o início das distensões do sistema escravagista até as reformas urbanísticas que remodelaram os territórios centrais ocupados pela população negra e pobre. A pesquisa permitiu concluir que os conhecimentos alimentares se revelaram como estratégias de resistência, ressignificação e preservação da memória durante deslocamentos compulsórios, com as quitandeiras se constituindo como agentes ativos na construção de identidades, territorialidades e resistências, utilizando seus conhecimentos como forma de poder e sobrevivência em um contexto adverso
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |