A hermenêutica niilista de Vattimo
Da Fabulação Do Mundo À História Como História Da Salvação
Bibliographic Data
| ID | 4144403 |
|---|---|
| Authors | Daniel Wanderson Ferreira (0000-0002-6190-6370, Federal University of São João del-Rei, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 25 |
| Issue | 2 |
| Pages | 161-173 |
| Publication date | 2025-06-20 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Griot Revista de Filosofia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2178-1036 • E-ISSN: 2178-1036 |
| Publisher | Griot Revista de Filosofia (PUBLISHER) |
| DOI | 10.31977/grirfi.v25i2.5321 |
| OpenAlex | W4411477343 |
| Language | IT |
Nesse artigo buscamos problematizar a questão da verdade metafísica a partir do pensamento de Gianni Vattimo e sua proposta de uma hermenêutica niilista. Nesse sentido, abordamos a atualidade do problema e colocamos para reflexão a possibilidade de fabulação do mundo e uma concepção de história diversa daquela linear. Na tratativa da hermenêutica é conveniente destacar que a dicotomia sujeito e objeto deve ser superada afinal, antes de sujeito e objeto, há um mundo de sentido que, por sua vez, possibilita o encontro significativo entre eles. Nessa realidade, o passado não está fechado, pronto e acabado, mas podemos retornar a ele enquanto intérpretes. O eterno retorno desestrutura a pretensão de verdade do sujeito metafísico colocando-o sempre nessa condição de abertura, de interpretatividade diante daquilo que nunca se encontra superado. Assim, a hermenêutica é niilista, não somente ao corroer qualquer estabilidade da verdade interpretativa, mas mostrando que antes do sujeito há um horizonte histórico dado e que independe de suas "verdades". O interprete que colabora nessa construção do conhecimento é o ser humano emancipado e que tem coragem de se colocar num mundo plural, sem medo, um mundo menos unitário, e por isso, menos tranquilo. Não há, contudo a defesa de um relativismo, afinal, o fato de reconhecer que a verdade é interpretação não quer dizer que tudo deva ser aceito. A interpretação tem de ser qualificada. Assim, a história enquanto história da salvação é criatividade e deve apontar para o simbólico, para aquilo que é sempre possível e que se dá como abertura de significado da letra e do texto
Humanities · Philosophical Thought and Analysis · Philosophy · Philosophy and Historical Thought
| Highly cited | No |
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