Mais um domingo no vale das lágrimas
Um ensaio de análise fílmica (Luz de inverno, Ingmar Bergman, 1962)
Bibliographic Data
| ID | 4161530 |
|---|---|
| Authors | Aurélio Fabrício Torres De Melo (0000-0003-1350-1245, Pontifícia Universidade Católica de Campinas), Breno Martins Campos (0000-0001-7421-4499, Pontifícia Universidade Católica de Campinas) |
| Year | 2024 |
| Volume | 35 |
| Issue | 2 |
| Pages | 139-160 |
| Publication date | 2024-07-23 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Estudos de religião (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0103-801X • E-ISSN: 2176-1078 |
| Publisher | Methodist University of São Paulo (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.15603/2176-0985/er.v35n2p139-160 |
| OpenAlex | W4400942900, W3215608910 |
| Language | PT |
Este artigo reconhece que a linguagem do cinema é apropriada para a expressão da religião, bem como para fundamentar discussões a respeito dela. De modo geral, quanto à religião, apresentamos uma reflexão sobre o silêncio de Deus em contextos nos quais a morte gera angústia no ser humano. No cinema, de modo particular, escolhemos o filme Luz de inverno como nosso objeto de estudo. Na primeira subseção, oferecemos uma breve descrição conceitual e cronológica da morte no Ocidente, e uma brevíssima história do cinema (com a intenção de inserir Luz de inverno numa cena mais ampla); na segunda, fazemos uma análise fílmica, com o propósito de entender o que a narrativa tem a dizer. Como resultado, deparamo-nos com um roteiro em que todas as personagens experimentam um momento de angústia existencial profunda, uma crise de fé em face do silêncio de Deus, de modo que a vida se compara a um vale de morte e lágrimas. O surpreendente - eis nossa hipótese - é que o silêncio de Deus é quebrado não no púlpito nem no altar, mas, antes, a voz divina se faz ecoar dentro da sacristia
Art · Art history · Humanities · Movie theater · Arts and Performance Studies · Cultural, Media, and Literary Studies · Memory, Trauma, and Testimony · Philosophy
| Highly cited | No |
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