Para quem não quer ler
Uma análise das cartas de estudantes do Complexo da Maré para juízes cariocas
Bibliographic Data
| ID | 4187462 |
|---|---|
| Authors | Tiago Abud Da Fonseca (0000-0003-1321-1475, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 10 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2024-01-31 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Sociologias Plurais (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2316-9249 • E-ISSN: 2316-9249 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/sclplr.v10i1.94248 |
| OpenAlex | W4401957024 |
| Language | PT |
No ano de 2019, quando Wilson Witzel era governador do estado do Rio de Janeiro, a justiça encerrou um caso coletivo, em que a Defensoria Pública pleiteava a fixação de regras mínimas, que pautassem a ocorrência de operações policiais nas favelas que compõem o Complexo da Maré. Na tentativa de sensibilizar os juízes fluminenses, crianças e adolescentes, alunos da rede pública de educação, foram provocados a escrever cartas para o Tribunal, nas quais se manifestavam sobre o fim do processo, sem o julgamento do pedido. Em 2005, Machado, Leite e Fridman, ao estudarem a segurança pública no Rio de Janeiro, no período posterior à ditadura, diagnosticaram como desafio para a pasta, a tarefa de civilizar a polícia e os favelados. O presente artigo pretende, a partir da manifestação dos estudantes, testar se, de fato, quinze anos após o trabalho que nos serve de referência, a tarefa foi cumprida, amparando o estudo nos conceitos de necropolítica e vida nua
| Highly cited | No |
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