Gênero e trauma
Bibliographic Data
| ID | 4190935 |
|---|---|
| Authors | G A D Soares (0000-0003-4571-9054, Washington University; Datacrime; Iuperj, corresponding author), Dayse Miranda (Iuperj; USP; Cepia) |
| Year | 2005 |
| Volume | 20 |
| Issue | 1 |
| Pages | 135-162 |
| Publication date | 2005-04-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Sociedade e Estado (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0102-6992 • E-ISSN: 1980-5462 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0102-69922005000100007 |
| OpenAlex | W2171474310 |
| SCIELO_PID | S0102-69922005000100007 |
| Language | PT |
| References cited | 10 |
As conseqüências sociais e psicológicas da violência urbana sobre os parentes e amigos de pessoas vitimadas por mortes violentas (homicídio, suicídio ou acidentes) são analisadas à luz das diferenças de gênero. A literatura especializada nesta área propõe que mulheres e homens vivenciam experiências traumáticas de forma peculiar. Porém, os traumas típicos são diferentes em cada gênero, deixando em aberto a questão sobre quanto das diferenças entre as respostas se devem a gênero e quanto se devem ao tipo de trauma. Testamos a hipótese de que as mulheres são mais suscetíveis à desordem de estresse pós-trauma (DEPT) numa situação traumática comum, usando dados qualitativos e quantitativos. Comparamos os sintomas do trauma e as percepções sobre o significado da perda de seus entes queridos. A amostra, de 425 mulheres (62%) e 265 homens (38%), foi retirada de uma lista de parentes de pessoas que sofreram morte violenta na cidade do Rio de Janeiro. Incluímos trinta relatos de parentes e amigos próximos das vítimas diretas. Os resultados revelaram que 54% das mulheres e 41% dos homens tiveram o cotidiano alterado depois da morte de um parente/amigo. Há diferenças estatisticamente significativas nos problemas de saúde e na diversão. Essa área foi a mais afetada, atingindo metade dos entrevistados. Uma variável intimamente correlacionada com os sintomas da DEPT é o contato com o corpo: controlando a extensão do contato (fez o reconhecimento do corpo; viu, mas não reconheceu e nem viu nem reconheceu). Em cada uma dessas categorias, as mulheres foram mais afetadas do que os homens. O artigo conclui que as mulheres sentem mais as perdas do que os homens, mas que parte das diferenças não são internas aos gêneros, mas externas a eles, dependendo das interações e dos contatos pessoais
Humanities · Grief, Bereavement, and Mental Health · Intimate Partner and Family Violence · Philosophy · Posttraumatic Stress Disorder Research
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |