As "escravas perpétuas" & o "ensino prático
Raça, gênero e educação no Moçambique colonial, 1910-1930
Bibliographic Data
| ID | 4253413 |
|---|---|
| Authors | Valdemir Zamparoni (0000-0002-8054-6032, corresponding author) |
| Year | 2002 |
| Volume | 24 |
| Issue | 3 |
| Pages | 459-482 |
| Publication date | 2002-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Estudos Afro-Asiáticos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0101-546X • E-ISSN: 1678-4650 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0101-546x2002000300002 |
| OpenAlex | W2073649988 |
| SciELO | S0101-546X2002000300002 |
| Language | PT |
| Citations received | 1 |
| References cited | 2 |
Em Lourenço Marques, Moçambique, emergiu com a dominação colonial uma camada social de negros e mulatos que, pouco a pouco, passou a se articular como grupo e a fazer reivindicações. A partir do momento em que tiveram um jornal para lhes servir de porta-voz, passaram a defender a instalação de escolas e a extensão do ensino em toda a Colônia, pois partilhavam da crença iluminista de que a felicidade do povo decorria da difusão da educação, fonte de emancipação social. Para isto julgavam que era preciso difundir a educação feminina, fator de libertação da mulher, quer em relação às práticas ancestrais, quer modernas. Num meio social marcado pelo racismo, o sistema educacional não estava isento de sê-lo e o tema da separação racial dos alunos ganhou as ruas. A partir de 1930, o Estado Novo oficializou a separação, instituindo diferentes níveis de ensino baseado na cor da pele dos alunos. A pequena burguesia negra e mulata reagiu fortemente a estas práticas excludentes, pois julgava que a cor da pele não deveria ser usada como critério para nada, pois esta não era indício de boas ou más qualidades individuais que deveriam prevalecer
Humanities · African history and culture studies · Global Maritime and Colonial Histories · Philosophy
| Citations per year | 0.2 |
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| Citation span | 2021 - 2021 (1) |
| Highly cited | No |