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Literatura de Resistência

A Noite da Espera de Milton Hatoum

Bibliographic Data

ID4261016
AuthorsLiz Basso Antunes De Oliveira (0000-0003-1527-4007, Universidade Estadual do Oeste do Paraná), Sambite Santos Cabi (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), Josiele Kaminski Corso Ozelame (Universidade Estadual do Oeste do Paraná)
Year2020
Volume16
Issue27
Pages28-43
Publication date2020-08-06
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista de Literatura, História e Memória (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1809-5313 • E-ISSN: 1983-1498
PublisherUniversidade Estadual do Oeste do Parana - UNIOESTE (PUBLISHER)
DOI10.48075/rlhm.v16i27.24514
OpenAlexW3110483742
LanguagePT

Compreendendo que por meio do discurso literário há a possibilidade de desmascarar desigualdades e violências, objetiva-se neste artigo analisar a obra A noite da espera (2017) de Milton Hatoum, a fim de aproximar-se do aspecto de resistência, presente na literatura, frente à ditadura militar brasileira (1964-1988) e o seu potencial de silenciar todas as formas de oposição ao governo. A ditadura no Brasil, instaurada por um golpe de Estado no início de 1964, derrubou o governo do presidente democraticamente eleito, João Goulart. Em A noite da espera, a censura por parte do governo autoritário desenvolve uma atmosfera de apreensão e enfrentamento no grupo de amigos do qual o personagem-narrador Martim, faz parte. Em forma de diário, o protagonista que se encontra exilado em Paris nos anos 1970, longe de sua terra natal, dá espaço para memórias vividas em Brasília na década anterior, perpassadas pela violência dos Anos de Chumbo. Sendo a literatura um objeto de estudo para se compreender aspectos sociais e memoriais, neste artigo buscou-se evidenciar, por meio da relação entre a ditadura militar brasileira e a resistência abarcada na obra A noite da espera de Hatoum, o movimento interno à literatura, que provoca o ato de resistir. Para esta análise, foram utilizadas bibliografias que relacionam a narrativa literária à resistência, principalmente as perspectivas de Alfredo Bosi (2002), Lilia Moritz Schwarcz (2019) e Tânia Pellegrini (2018). Além disso, no que diz respeito a ditadura militar recorreu-se principalmente das perspectivas de Nepomuceno (2018) e Bussunda (2019

Art · Humanities · Brazilian cultural history and politics · Memory, Trauma, and Testimony · Philosophy

Highly citedNo

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