A Literatura Gótica De Autoria Feminina Na Inglaterra Dos Séculos Xviii E Xix
Resistência À Ideologia Hegemônica
Bibliographic Data
| ID | 4261089 |
|---|---|
| Authors | Rosana Ferrari Pandim Lisboa Teixeira (0000-0001-9550-1120, Universidade Federal de Goiás), Priscilla Melo Ribeiro De Lima, Priscila Melo Ribeiro Lima (0000-0003-2426-0715, Universidade Federal de Goiás) |
| Year | 2020 |
| Volume | 16 |
| Issue | 27 |
| Pages | 176-200 |
| Publication date | 2020-08-06 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Literatura, História e Memória (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1809-5313 • E-ISSN: 1983-1498 |
| Publisher | Universidade Estadual do Oeste do Parana - UNIOESTE (PUBLISHER) |
| DOI | 10.48075/rlhm.v16i27.24755 |
| OpenAlex | W3111731117 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
O objetivo central deste artigo é compreender como a escrita de horror gótico por mulheres se configurou enquanto narrativa de resistência à ideologia hegemônica. Primeiramente, traçamos um panorama histórico da Inglaterra dos séculos XVIII e XIX e as proposições ideológicas a que marcaram. Depois, uma análise do gênero gótico enquanto sintoma da Modernidade capitalista, capaz de capturar suas angústias, fissuras e conteúdos recalcados. A partir disso, pensamos na possibilidade de escrita feminina do gótico que se desenvolveu neste período enquanto um discurso de resistência, de denúncia e crítica social. Estes elementos deram suporte a uma leitura de Frankenstein, de Mary Shelley, epítome do gótico, enquanto obra primordial para a compreensão da resistência feminina ao empunhar a caneta. Para tanto, foram necessários os escritos de Marx, Eagleton e Federici acerca da ideologia e da condição feminina, a concepção de narrativas de resistência de Bosi e a análise da escrita por mulheres de Gilbert e Gubar, sobre um pano de fundo psicanalítico. As escritoras femininas conseguiram, ao ousar uma incursão na escrita, escrever as suas histórias e a de tantas outras mulheres. Shelley, em especial, ao gerar e dar voz a uma criatura que corporifica os dilemas da sociedade e as angústias de grupos marginalizados.Palavras-chave: discurso de resistência; Frankenstein; escrita feminina; ideologia; gótico
Art · Humanities · Gothic Literature and Media Analysis · Literary Theory and Cultural Hermeneutics · Philosophy · Short Stories in Global Literature
| Highly cited | No |
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