Escrevivências Da Pós-Colonialidade
Memória E Violência Nos Becos Da Memória, De Conceição Evaristo
Bibliographic Data
| ID | 4261097 |
|---|---|
| Authors | Tarik Mateus Adão Da Costa De Almeida (Universidade Estadual de Maringá), Gabriela Soares Nogueira Andreatti (0000-0001-5586-9545, Universidade Estadual de Maringá) |
| Year | 2020 |
| Volume | 16 |
| Issue | 27 |
| Pages | 226-243 |
| Publication date | 2020-08-06 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Literatura, História e Memória (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1809-5313 • E-ISSN: 1983-1498 |
| Publisher | Universidade Estadual do Oeste do Parana - UNIOESTE (PUBLISHER) |
| DOI | 10.48075/rlhm.v16i27.24715 |
| OpenAlex | W3115873281 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
O presente artigo propõe-se a realizar uma leitura da obra Becos da Memória, de Conceição Evaristo, tendo como principal referência o conceito de escrevivência, desenvolvido por esta escritora. Propomo-nos a debater a forma como Maria-Nova resgata o próprio passado como um ato de resistência contra a opressão e o silenciamento impostos pelas classes dominantes na pós-colonialidade. A escrevivência tornou-se um conceito chave para a compreensão das narrativas contemporâneas desenvolvidas por escritoras negras, porque estabelece um parâmetro que, não só representa os marginalizados da sociedade brasileira, dando voz a eles, mas corrobora para a denúncia de um sistema que oprime e silencia o povo negro do Brasil. Além disso, interessa-nos investigar, nesse texto literário, manifestações de violência, tendo como ponto de partida o princípio de que esta temática atravessa a história de sociedades pós-coloniais, como o Brasil. Dessa forma, pretendemos evidenciar como essas manifestações atravessam esse romance, desembocando em processos de descolonização. Nesse sentido, convoca-se autores como Thomas Bonicci (1998), Homi Bhabha (1983) e Gayatri Spivak (1985) em suas discussões sobre pós-colonialismo e sobre o sujeito colonizado, além de autores como Franz Fanon (1990) e Michael Pollak (1989), que serão de grande importância para a constituição de nossa análise
| Highly cited | No |
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