Reflexões sobre o ninguém na obra de Hannah Arendt
Bibliographic Data
| ID | 4319475 |
|---|---|
| Authors | Vanessa Sievers De Almeida (0000-0002-7820-9504, Universidade Federal da Bahia, corresponding author) |
| Year | 2021 |
| Volume | 44 |
| Issue | 3 |
| Pages | 375-394 |
| Publication date | 2021-09-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Trans/Form/Ação (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0101-3173 • E-ISSN: 1980-539X |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/0101-3173.2021.v44n3.29.p375 |
| OpenAlex | W3204523981 |
| SciELO | S0101-31732021000300375 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
Em sua obra As origens do totalitarismo, Hannah Arendt afirma que os regimes totalitários evidenciaram que é possível transformar pessoas em seres supérfluos, isto é, elementos substituíveis e descartáveis. Já em seus escritos tardios, como os da coletânea Responsabilidade e julgamento, a pensadora se refere ao ninguém, um ser humano que deixou de ser uma pessoa. Assim, embora sob diferentes designações, o ninguém aparece em vários pontos de sua obra. Neste artigo, procuro compreender essa figura, estabelecendo contrapontos com a figura do alguém, ou do quem, e com a do "egoísta". Arendt mesma não usa o termo "egoísta", mas é possível pensar que a distinção entre ele e o ninguém ajuda a caracterizar o último com maior nitidez, como um fenômeno próprio da sociedade de massa, em especial dos regimes totalitários. Espero mostrar como as figuras extremas do ninguém e do alguém e, em algum ponto entre os extremos, a do egoísta se tornam profícuas, não só para compreender algumas experiências analisadas por Arendt, mas também para pensar sobre as nossas
Humanities · Id, ego and super-ego · Psychoanalysis · Philosophy · Psychology · Psychology and Mental Health
| Highly cited | No |
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