Da natureza à cultura
O problema da proibição do incesto na antropologia de Rousseau
Bibliographic Data
| ID | 4319740 |
|---|---|
| Authors | Mauro Dela Bandera (Universidade Federal do Acre, corresponding author), Mauro Dela Bandera Arco Júnior (0000-0002-9672-2483, Universidade Federal do Acre) |
| Year | 2021 |
| Volume | 44 |
| Issue | 1 |
| Pages | 293-312 |
| Publication date | 2021-03-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Trans/Form/Ação (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0101-3173 • E-ISSN: 1980-539X |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/0101-3173.2021.v44n1.21.p293 |
| OpenAlex | W3157365130 |
| SciELO | S0101-31732021000100293 |
| Language | RO |
| Citations received | 1 |
| References cited | 3 |
A dicotomia mundo físico/mundo moral é característica do século XVIII francês. Refere-se às dimensões biológicas naturais e às dimensões morais do homem. Muitos autores do Iluminismo desejaram retraçar a história conjectural ou as metamorfoses sucessivas que levaram à passagem do homem físico para o homem moral. Essa temática se faz também presente na obra de Rousseau, sendo percebida e traduzida por Lévi-Strauss como a passagem da natureza à cultura. A hipótese desenvolvida neste artigo é de que a inscrição da interdição do incesto - presente na obra de Rousseau - ocupa uma função e uma significação muito próximas das reflexões de Lévi-Strauss, observadas nas Estruturas elementares do parentesco. Como em Lévi-Strauss, essa proibição marca para Rousseau o início do processo de formação cultural, o instante fundador da cultura. Ela explicita de maneira privilegiada o ponto por meio do qual os processos culturais se distinguem da esfera natural, o momento em que o homem deixa de seguir o mero instinto e passa a respeitar princípios morais construídos socialmente
Historical and Literary Studies · Political Theory and Influence · Rousseau and Enlightenment Thought
| Citations per year | 0.2 |
|---|---|
| Citation span | 2021 - 2021 (1) |
| Highly cited | No |