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A Representação do Amor nos Quadros das Paixões

Da Crítica Teatral ao Árduo Consentimento do Romance

Bibliographic Data

ID4319862
AuthorsLuciano Facanha (0000-0003-1178-4018, Universidade Federal do Maranhão, corresponding author), Luciano Da Silva Façanha
Year2015
Volume38
Issuespe
Pages57-70
Publication date2015-01-01
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueTrans/Form/Ação (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0101-3173 • E-ISSN: 1980-539X
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0101-31732015000400006
OpenAlexW2110898871
SciELOS0101-31732015000400057
LanguagePT

Na Carta a d'Alembert, Rousseau se coloca contra a ideia de um teatro enquanto instrumento de educação moral, porém, o posicionamento do filósofo não está em colocar essa atividade lúdica de ordem moral na categoria de atividade imoral, mas na de atividade artificial, e, talvez, isso gerasse efeitos imorais. Todavia, é preciso observar os verdadeiros efeitos do teatro, a partir de alguns argumentos que Rousseau resolve construir e analisá-los, contudo, apenas se trouxesse à tona a crítica de Rousseau ao romance, na Carta a d'Alembert, que tem como contexto "a ideia negativa de privatização da cena", pois o teatro destina uma excessiva importância à descrição do amor, obviamente, exagerando na representação, naquilo que é romanesco. Porém, se, na Carta a d'Alembert, o filósofo não expressa de forma direta que a teorização sobre o teatro também equivale ao romance, na Nova Heloísa, ou seja, no próprio romance, o autor faz essa ratificação, ao importar um longo comentário sobre o teatro que estava na Carta, afirmando que considera o mesmo da própria cena quanto à maioria dos novos escritos. O cidadão genebrino ataca os romances indiretamente e viceversa, porque é observado que tudo aquilo que diz sobre uma arte se aplica quase que integralmente a outra arte. E, como um povo galante deseja amor e polidez, Rousseau resolve fixar alguns termos, na tentativa de explicar suas críticas e argumentar a coerência de seu posicionamento, já que, se, em geral, a cena é um quadro das paixões humanas, cujo original está nos corações, se o pintor, porém, não tiver cuidado de acariciar suas paixões, os espectadores logo ficarão desgostosos e não desejarão mais se ver sob um aspecto que fizesse com que desprezassem a si mesmos. E pontua que essa linguagem não tem mais sentido, em seu século, pois é preciso falar as paixões, esforçando-nos para usar uma que melhor se compreenda, talvez o romance

Art · Humanities · Literature · Romance · Philosophy · Political Theory and Influence · Rousseau and Enlightenment Thought

Highly citedNo

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