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A tese da mente estendida à luz do externismo ativo

Como tornar Otto responsivo a razões

Bibliographic Data

ID4320699
AuthorsElizeu Carvalho (0000-0001-7267-5662, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, corresponding author)
Year2020
Volume43
Issue3
Pages143-166
Publication date2020-09-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueTrans/Form/Ação (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0101-3173 • E-ISSN: 1980-539X
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/0101-3173.2020.v43n3.10.p143
OpenAlexW3086373204
SCIELO_PIDS0101-31732020000300143
LanguagePT
References cited23

A tese da mente estendida sustenta que alguns estados mentais e processos cognitivos se estendem para além do cérebro e do corpo do indivíduo. Itens externos ao organismo ou ações envolvendo a exploração ou manipulação do ambiente externo podem constituir, em parte, alguns estados mentais ou processos cognitivos. No artigo inaugural de Clark e Chalmers, "The Extended Mind", essa tese recebe apoio do princípio da paridade e do externismo ativo. No artigo dos filósofos, é dada maior ênfase ao princípio da paridade, o qual é apresentado como neutro em relação à natureza da cognição. Seria uma vantagem que as extensões propostas não envolvessem uma reforma da nossa concepção pré-teórica de cognição. Neste texto, propõe-se que maior ênfase seja dada ao externismo ativo, o qual não é neutro em relação à natureza da cognição. A cognição é elaborada como adaptação bem-sucedida a uma tarefa específica. Embora esse movimento possa parecer desvantajoso, ele é necessário para a correta compreensão e defesa do caso Otto. Além disso, o princípio da paridade não dá conta da crítica de Weiskopf de que os registros no caderno de notas de Otto não são responsivos a razões. Para responder a essa crítica, é necessário mobilizar o externismo ativo e a consequente compreensão da cognição que ele envolve

Epistemology · Humanities · Embodied and Extended Cognition · Philosophy · Philosophy and History of Science · Philosophy and Theoretical Science · Psychology

  • On Distinguishing Epistemic from Pragmatic Action

    Open Access•David Kirsh, Paul P Maglio et al.•Cognitive Science•1994

  • The bounds of cognition

    Fred Adams, Kenneth Aizawa et al.•Philosophical Psychology•2001

  • The Extended Mind

    Andy Clark, David J Chalmers et al.•Analysis•1998

  • Alief and Belief

    Tamar Szabó Gendler, Inc Journal of Philosophy•The Journal of Philosophy•2008

  • The Division of Cognitive Labor

    Philip Kitcher•The Journal of Philosophy•1990

  • The interpretation of uncertainty in ecological rationality

    Open Access•Anastasia Kozyreva, Ralph Hertwig•Synthese•2021

  • Rationality and the structure of human memory

    Open Access•Christopher Cherniak•Synthese•1983

  • Axiomatic rationality and ecological rationality

    Open Access•Gerd Gigerenzer•Synthese•2021

  • Perception And Action

    Open Access•Susan Hurley•Synthese•2001

  • What is cognition? angsty monism, permissive pluralism(s), and the future of cognitive science

    Open Access•Cameron Buckner, Ellen Fridland•Synthese•2017

  • A Behavioral Model of Rational Choice

    Herbert A Simon•The Quarterly Journal of Economics•1955

  • Embodied Cognition is Not What you Think it is

    Open Access•Andrew D Wilson, Sabrina Golonka•Frontiers in Psychology•2013

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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