Mulheres no feminino
O Poder Tradicional Como Espaço De Empoderamento Das Mulheres Africanas
Bibliographic Data
| ID | 4322687 |
|---|---|
| Authors | Artemisa Odila Candé Monteiro (0000-0001-8465-0120, University for International Integration of the Afro-Brazilian Lusophony, corresponding author), Peti Mama Gomes (0000-0002-0414-8438, Universidade Federal do Pará, corresponding author), José Manuel Mussunda Da Silva (0000-0002-8643-6782, Universidade Federal de Pelotas, corresponding author) |
| Year | 2022 |
| Volume | 7 |
| Issue | 1 |
| Pages | 62-75 |
| Publication date | 2022-05-02 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | ODEERE (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2525-4715 • E-ISSN: 2525-4715 |
| Publisher | Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Edicoes UESB (PUBLISHER) |
| DOI | 10.22481/odeere.v7i1.10505 |
| OpenAlex | W4225321651 |
| Language | EN |
| References cited | 2 |
Uma das formas do poder feminino-africano se manifesta de forma acentuada no campo da espiritualidade, tanto no mundo visível, ou seja, dos vivos, quanto no mundo invisível, o dos mortos. Este artigo faz parte de uma pesquisa em andamento, sobre o poder exercido pelas mulheres africanas e que raras vezes são consideradas ou visibilizadas como formas de poder na contramão de uma vasta literatura em que as mulheres, na sua maioria, são consideradas submissas. O interesse recai sobre práticas de tornar-se djambakus, Balobêru, nganga, Mutombe ou tchimbanda em duas realidades, a guineense e a angolana. A riqueza dos relatos das experiências de uma guineense, moradora de Ziguinchor, Senegal, com foco nas tradições ancestrais para transmitir e explicar o sagrado por intermédio da história oral, reforçam a análise da concepção do lugar destas mulheres no exercício do poder ocultado. O trabalho é de caráter teórico-qualitativo: revisão de literatura, entrevistas e história oral. O recurso da oralidade dialoga com a condição de escassez de documentos escritos sobre curandeiras, djambacus, Balobêru e nganga que se dedicam a curar. Foi entrevistada uma djambakus que transita entre Guiné-Bissau e Senegal. Os resultados apontam para a potência de mulheres na prática sagrada de cura pelo encontro de conhecimentos populares, saberes africanos tradicionais, ancestrais e do bem-estar de suas comunidades ou tabancas
Art · Humanities · Anthropological Studies and Insights · Caribbean and African Literature and Culture
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |